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As infinitas lições da resiliente Barbie

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Em tempos de crise na Mattel, e que foram muitas, Ruth e Elliot sempre olharam e recorreram a uma boneca. Vamos falar sobre essa boneca, talvez, traga alguma inspiração para estes terríveis tempos de pandemia.

Quando o casal Ruth e Elliot Handler decidiu criar uma boneca para a filha Barbara, pensaram no padrão de boneca dos antigamente. Lembram? Uma boneca adulta, com vestido, sapatinho, bolsa, fita no cabelo, e tudo o mais que sempre foi a marca registada das bonecas. Por via das dúvidas decidiram recorrer aos serviços do gênio Ernest Dichter, o pai da pesquisa motivacional.

Dichter perguntou ao casal: “Vocês conversaram com as meninas para saber se é essa boneca que querem?”. E a resposta que ouviu, foi, “Claro que não, Conversamos com os pais delas…”.

Dichter foi conversar com as meninas, e recomendou ao casal que esquecessem aquela bobagem. O que as meninas queriam, disse ele, eram bonecas louras, peitudas, pernas compridas, e sensuais. E, assim, nasceu Barbie.

E foi e voltou, passaram-se anos e décadas, alguns profissionais despreparados e literalmente ignorantes, tentaram matar Barbie, mas, todas as vezes que a Mattel, empresa de Ruth e Elliot metia-se em enrascada financeira, lá vinha a loura peituda, pernuda e sensual e salvava a empresa. No mínimo em três situações Barbie salvou a Mattel da falência.

O mundo seguiu, acelerou, escalou, e com muita competência e sensibilidade a Mattel preserva sua Barbie mais que na onda. Absolutamente relevante, consistente, e emblemática diante das novas causas e manifestações, muito especialmente as conquistas das mulheres e da sociedade nas 3 últimas décadas, na luta por uma sociedade mais igualitária e múltipla.

No início do ano de 2020, Barbie apresentou as novas versões de Barbie. Uma Barbie com Vitiligo, e outra Careca. Em manifestação emocionante de sensibilidade, mas, e simultaneamente, com uma competência de marketing de excepcional qualidade. As duas novas Barbies integram a coleção Fashionistas, e que tem por objetivo promover a diversidade.

Minha sensação é que poucos recursos, como recorrer-se a plataforma Brinquedos, terão eficácia maior na promoção da diversidade. Os romanos diziam, “ridendo castigat mores” ´corrige os costumes rindo; se possível, gargalhando! – e eu adaptaria para “ludens castigat mores” – corrige os costumes brincando.

Stella Pavlides, presidente da Fundação Americana para Pesquisa sobre Vitiligo, da Flórida, USA, falando ao The New York Times, declarou, “É o que de melhor poderia acontecer para as crianças… uma boneca com o rosto parecido com o delas é uma importante e decisiva alavanca para apoiá-las na superação do estigma”.

A linha Fashionista foi lançada pela Mattel em 2016. Incluindo novos formatos de corpo, tons de pele, traços faciais e textura de cabelo. No ano passado começaram a ser vendidas as primeiras Barbies em cadeiras de rodas e prótese de perna.

É isso amigos. Em tempos de crise nada como olhar no exemplo da bonequinha. Merecidamente a sensibilidade da Mattel e sua Barbie vêm sendo reconhecida pelo mercado. Vendas crescentes da boneca nas diferentes versões e nos últimos 5 anos. E dentre as mais vendidas, uma versão da Barbie negra, curvas pra valer, e cabelo afro.

Isso é marketing de excepcional qualidade. Barbie, “ludens castigat mores”! Nota 10!

 

 

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Um recall sem fim…

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Diário de um Consultor de Empresas – 05/11/2020

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