LandmarketingMadiaMMMadiaMundoMarketing

As Cigarreiras não desistem e muito menos se emendam…

0

No Estadão de semanas atrás, um Branded Content , que no passado chamávamos de Publieditorial assinado pela Philip Morris. Para os que não se recordam exatamente o que é um Branded Content, trata-se de uma publicidade com cara de editorial.

No passado, e temendo que os leitores não se dessem conta, vinha com uma espécie de advertência próxima do título alertando os leitores que o que estavam vendo fora comprado por uma empresa, que tinha um patrocinador, uma empresa pagando pela publicação.  Hoje, de forma singela e muitas vezes e até mesmo dissimulada, não fica tão evidente, e muitos nem se dão conta tratar-se de material sob encomenda. De qualquer maneira, em meu entendimento, irrelevante e chega de tutela e proteção. As pessoas que sejam mais atentas e prestem atenção no que estão lendo ou fazendo, e as publicações que sejam zelosas – ou não, – sobre suas reputações.

Mas, e voltando, o tal Branded Content anunciava um debate realizado no Estadão e com um vídeo disponível para quem quisesse assistir. Claro, sempre tem uma pesquisa por trás, também contratada e paga pela Philip Morris, e que comprova que 82% dos fumantes consideram trocar o cigarro por produto de risco reduzido… Mais ou menos como perguntar-se a um condenado à morte se quer morrer de forma acelerada, ou se prefere ir morrendo gradativamente… A facada ou porretada, ou a doses regulares e sistemáticas de veneno?

E aí uma sucessão de afirmações decorrentes da pesquisa vendendo para quem lê o Branded Content que todos concordam com a legalização do Cigarro Eletrônico…

Depois de matar milhões de pessoas no formato CCC – Consciente, Cruel e Criminosa – mortes morridas depois de anos de sofrimento, a indústria de cigarros, que continua fabricando e vendendo e produzindo mais viciados condenados à morte, vem com uma conversa e argumento absurdo do Mal Menor.

Nos últimos 50 anos todos nós pagamos pelos crimes hediondos cometidos pela indústria do tabaco. Mais que comprovado que sabiam que estavam matando as pessoas lentamente – uma espécie de tortura de uma crueldade monumental –, que faziam tudo quimicamente para torná-los dependentes, e comportavam-se como se isso fosse natural.

O cigarro era permito, e assim, tudo o que é permitido pode. Não pode. A ética precede e prevalece sobre qualquer determinação legal.

Por falar em legal, me vem a palavra legado. Qual o legado da indústria do tabaco?  Matou mais que as duas Grandes Guerras somadas. E agora, e tentando manter-se viva e próspera, vem com a conversa mole do Mal Menor.

Que credibilidade tem as cigarreiras. Rigorosamente a mesma de um Hitler e de um Stalin, se ressuscitassem.  As plataformas de comunicação jamais deveriam aceitar esse tipo de comunicação.

Mas ainda, além de aceitar, o Branded Content foi produzido por uma das mais respeitáveis publicação do país. Definitivamente, não está fácil.

Ultrafarma, a perda de competitividade

Post anterior

Passeadores de cães e cuidadores de idosos

Próximo post