A visão do Falco

Luiz Eduardo Falco, 55 anos, é um dos profissionais brasileiros melhor sucedido em suas diferentes incursões empresariais. Hoje, e desde março de 2013, comanda, e é o CEO da CVC.

Depois de passagens pela Oi e Tam, vem dando continuidade a obra extraordinária de Guilherme Jesus Paulus, e que por ter Jesus no nome, protagonizou o milagre de dar dimensões espetaculares ao negócio de turismo em nosso país.

Luiz Eduardo Falco chamou para si a responsabilidade de estender e levar adiante a obra de Paulus. E desde sua chegada vem protagonizando sucessivas aquisições, com sensibilidade e juízo, e preservando os principais executivos e líderes das empresas compradas no comando.

De dezembro de 2013, a dezembro de 2017, as ações da empresa multiplicaram-se por quatro, um crescimento de 411,41%. Para tanto, e sob a liderança de Falco, a CVC sem jamais perder o foco e contrariar sua gênese, começou a maratona de aquisições.

E gradativamente foi se impondo, em decorrência das aquisições, na venda on-line de viagens e pacotes turísticos, no território dos negócios, nas viagens corporativas, nos intercâmbios culturais, em turismo tematizado.

Entrevistado por Hugo Cilo, de Dinheiro, foi de cara dizendo, “A disputa entre o físico e o digital está superada”. E disse mais…

1 – Como crescer na crise? – E que foi o que fez a CVC, cresceu espetacularmente nos triênios da crise, 2014 a 2016. Respondeu “Capacidade de adaptação. O de ajustar todos os nossos produtos e serviços para que continuassem cabendo no bolso de nossos clientes. Tipo, ao invés de um pacote de 7 dias, um de 5. Mais adequações no mix de hotéis e voos”.

2 – Qual o negócio da CVC? “Nosso negócio não é vender passagens e hospedagem de hotel. Vendemos viagem assistida, com suporte e retaguarda para o cliente”.

Eu diria, a CVC vende Viagem Segura, ou, Viagem com Segurança…

Falco chama a atenção das pessoas para e sobre que país é este: “Não podemos nos esquecer de que apenas 1% da população tem renda superior a R$ 13 mil mensais. Definitivamente, o negócio da CVC não é esse 1%. Esse 1% se vira e é independente. Nosso negócio é cuidar do turismo de 99% da população…”.

E, de forma primorosa e magistral, Falco estabeleceu sua diferença entre analógico e digital no negócio de turismo: “É como se fosse o negócio de restaurantes. Quando vamos a um self service é só pegar a comida, pesar e pagar. Se alguém tentar nos cobrar 10% pelos serviços não vamos aceitar. Agora, se sentarmos para almoçar e jantar à la carte, o garçom vem à mesa, sugere um prato, recomenda um vinho que melhor harmoniza, traz a taça certa, interage, troca informações, ninguém questiona porque está cobrando 10%…”.

E arremata, marcando gol de placa, “No turismo, o bandejão é o mundo on-line, o digital. O restaurante com garçom é o off-line, as lojas. Na CVC, agora, oferecemos as duas opções. O cliente é quem escolhe”.

E, fulmina, “A DISPUTA ENTRE O FÍSICO E O DIGITAL ESTÁ SUPERADA”.

E nada mais disse e nem foi perguntado. Não precisava. Fecham-se as cortinas e foi aplaudido de pé.