A última locadora

Nos jornais de agosto, do ano passado, uma notícia procedente da cidade onde nasci, Bauru. E que comemora seu aniversário todo dia 1 de agosto.

Fundada em 1896, com 122 anos completos. Quando me despedi da cidade, fevereiro de 1957 tinha 60 mil habitantes. Hoje, quase 400 mil.

Mas conhecida pelo Casemiro Pinto Neto, o criador do sanduíche mais vendido em todo o mundo, o Bauru, e pelo Dico, com quem eu jogava no Baquinho, e que lá se iniciou na nobre arte, notabilizando-se, anos depois, e globalmente, como o maior jogador de todos os tempos. Ele, o rei, Pelé.

Dizia a notícia: “Locadora de filmes fecha as portas no interior”. Uma das últimas redes de locação de filmes do interior de São Paulo, a Vídeo Express, fechou suas portas no último sábado, em Bauru, após 25 anos de atividade. A proprietária, Cristina Shibukawa diz que a empresa, que chegou a ter nove lojas, foi vencida pela pirataria e pelas novas tecnologias…

E, declarou: “Não dá mais para competir com piratas, e nem eles conseguem fazer frente a provedores globais de filmes e séries…”.

Essa é a nova realidade. Jeremy Rifkins em seu histórico livro de 5 anos atrás, Sociedade de Custo Marginal Zero, já anunciava que isso aconteceria nos anos seguintes, e de forma definitiva.

A tecnologia possibilita volumes e escalas que tornam os custos marginais muito próximos de zero. E assim, e por mais incrível e absurdo que pudesse soar anos atrás, empresas legalizadas conseguiriam ser mais competitivas que piratas que não pagam nem impostos e nem direitos autorais.

Uau! A maior realidade! O Netflix, Spotify e assemelhados estão acabando, quem diria, com a pirataria.

Todas as outras demais providências, fracassaram. A inovação exponencial, o streaming, está varrendo a pirataria em parcela expressiva de negócios da face da terra e para sempre. Uma reflexão importante que todos temos que fazer no tocante ao futuro de nossos negócios.

Como conseguiremos nos tornar mais acessíveis em termos econômicos, tirando proveito de todas as possibilidades que a tecnologia nos traz e oferece?

Como acendermos a inovação exponencial? Como escalarmos?

 

 

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