A reinvenção da galinha, gatos, cães, passarinhos, e de todas as demais espécies…

Nos próximos anos, e diante das infinitas discussões que serão travadas sobre todas as novas possibilidades da medicina, o que aconteceu com a Galinha nos últimos 50 anos será referência obrigatória. E estará presente em todas as discussões.

O exemplo. Segundo os registros disponíveis, e voltando-se para trás até o primeiro desses registros, hoje se sabe que a galinha tal como era até 50 anos atrás, é originária do sudeste asiático, onde foi domesticada, há quase 8 mil anos.

No entanto, e só dos anos 1950, para cá, e segundo estudo que vem sendo divulgado pela Universidade de Leicester, o ser humano começou a mais radical reinvenção desse animal. Mediante utilização dos novos recursos e conhecimentos disponíveis a galinha que renasceu há pouco mais de 50 anos não tem absolutamente nada a ver com a galinha original… Talvez, e tão somente, o bico e as penas; todo o restante é novidade…

As 23 bilhões de galinha que neste momento ciscam confinadas ou livres, e em função das mudanças genéticas, equivalem a 69 bilhões, – 3 vezes mais – tantas foram as alterações para aumentar a massa de carne que carregam e transportam. O que, naturalmente, mudou por completo a forma de ser e caminhar das galinhas.

E tudo o que foi realizado e conquistado, segundo a maioria, e mutilado e desfigurado, segundo uma minoria e ativistas, é ficha, diante das novas possibilidades da Edição Genética, possível desde 2013, com a conquista do CRISPR CAS9.

Medicina por edição, que permite correções genéticas antes do nascimento, e depois, também.

Diante de tudo isso, comer ou não as galináceas? Ir-se ou não ir-se ao Kentucky Fried Chicken e ao Popeye? Continuar comprando ou não os frangos produzidos nas famosas televisões de cachorro, devidamente cortados com tesouras especiais, antes de serem devorados nas casas?

Questões que a tecnologia, a ciência e o novo passam a colocar diante de nós de forma recorrente. Para não estressar e nem levar o amigo ao desespero, restringi este comentário de hoje às prosaicas galinhas.

Mas, a edição genética, que começa a salvar vidas e prolongar existências mediante correção, é passível de aplicação e também, e além das galinhas e das pessoas, em todas as demais manifestações de vida.

Em 30 anos não nos lembraremos mais como eram as batatas, rabanetes, beterrabas, berinjelas, tomates, alface, bois, vacas, peixes, rosas, cravos e girassóis… Mais uvas, melancias, mamões, melões, abacates, figos e abacaxis, dentre outros. Quem sabe, e diante de tanta transformação, precisaremos reescrever as poesias, e recantar as canções…

 

 

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