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A maior conquista dos 2010

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A maior conquista desta década, em verdade começou na metade do século passado, a partir de 1950, quando cientistas em todo o mundo, e isoladamente, queimavam seus cérebros tentando entender os princípios da vida das espécies, e o sonho de um dia desvendar e construir o Mapa. O Mapa que revela como fomos feitos, todos nós, humanos, assim como todas as demais espécies da natureza.

Isso acontece no ano de 2003, portanto na primeira década deste século, quando no dia 14 de abril foi anunciado o sucesso do Projeto Genoma Humano. Um Sharing Project, compartilhado por cientistas de 18 países, e tendo a seu lado, e concorrendo em paralelo, a iniciativa privada liderada por Craig Venter, que também no ano de 2003, no dia 4 de setembro, publicou a sequência completa do genoma dele próprio, líder do projeto, Craig Venter.

Desvendado o Mapa, a comunidade científica mergulhou de cabeça, e a partir do início desta década dezenas de conquistas foram acontecendo e anunciadas. Dentre essas conquistas, o grande destaque é o CRISPR, sigla de Clustered Regularly Interspaced Short Palindroic Repeats. Traduzindo da forma mais prática e acessível possível o CRISPR (fala-se CRISPER), a possibilidade de corrigirmos os erros que a natureza comete. Como se de repente médicos de todo o mundo ganhassem uma caixinha de costura onde pudessem cerzir indivíduos das espécies, todos os que nascem com erros de fabricação. E mais recentemente, e com as novas conquistas e evolução no e do CRISPR, além da caixinha de costura, agora borracha também, isso mesmo, corrigindo os erros que volta e meia a natureza e a vida cometem, simplesmente apagando o defeito e “reescrevendo os códigos” da forma certa. Sintetizando, a grande notícia desta década que se encerra, os 2010, e com que iniciamos a nova, os 2020, é o nascimento da Medicina Corretiva.

Primeiro foi a Curativa, há milênios. Nos últimos 100 anos nasceu a Medicina Preventiva. Lembram, nossos avós, é “melhor prevenir do que remediar”. E agora, para nossa alegria e felicidade, nasce, acelerada e acessível, a Medicina Corretiva, que traz uma descomunal luz de esperança a milhões de pessoas em todo o mundo que já se encontravam, conscientes ou não, em contagem regressiva.

Nos primeiros dos anos 2020, viveremos discussões acaloradas sobre o tema. Mais que necessárias. Como o conhecimento é de uma acessibilidade assustadora, toda uma comunidade de Biohackers não para de crescer em todo o mundo. E aí assistiremos um embate monumental entre as instituições oficiais que exigirão o cumprimento de todos os procedimentos, rotinas, enquanto doentes e suas famílias exigindo acesso imediato à conquista. E à semelhança de outras conquistas de forma exponencial, em termos de velocidade, e com os preços de acesso despencando a níveis inacreditáveis e acompanhando a Lei de Moore.

Assim, podemos alimentar todas as esperanças de cura para nossos parentes e amigos e todos os demais humanos, no correr dos 2020 e seguintes, para parcela expressiva de todas as doenças. De cura de muitas daquelas doenças que sempre foram consideradas como fatais e irreversíveis. Em paralelo às discussões infindáveis sobre todas as componentes éticas inerentes ao tema.

Essa, e de longe, a grande conquista da década, que começa no século passado, que tornou-se possível em 2003, com o Genoma Humano, que decola em 2013 e definitivamente com o CRISPR, e que agora vai se convertendo em realidade. Duas observações finais.

A primeira é que tudo o que comentamos sobre a espécie humana vale para todas as demais espécies. Objetivamente, a partir de 2030, ninguém mais passará fome no mundo. E neste território as discussões éticas serão menores.

E a segunda, é que comece a se preparar para viver mais de 100 anos. Quem sabe, 120. Ou, como consideramos recentemente em nossos comentários, quem sabe, em futuro muito próximo, talvez amanhã, morrer seja opcional.

 

 

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