No último final de semana fomos em duas famílias assistir a partida de basquete entre Golden State Warriors e Brooklyn Nets, no Barclay’s Center, no Brooklyn. Mesmo com o Warriors dominando o jogo o tempo todo, foi uma partida de final emocionante, quando o Nets colou no adversário, mas não conseguiu virar o jogo.

Quem já foi sabe, partidas de basquete nos Estados Unidos têm muita diversão à parte pra te manter de olho na quadra e nos telões. Shows, dança, acrobacia, cantores/as e atores/atrizes assistindo aos jogos, prêmios e brincadeiras com platéia… Sem falar no arsenal de pipoca, cachorro-quente, batata, sorvete, bebidas e tudo o mais que sua família merece. Banheiro fácil em toda parte, estádios limpos, transporte público na porta… ou seja, mesmo num frio de doer – do lado de fora, claro, – é experiência pra fazer e repetir, se e sempre que possível.

Os ingressos não são tão baratos. Ficam mais caros dependendo da fase do campeonato, de quem entra em quadra… mas vale cada cent de dólar.

Difícil querer sair da cadeira nos intervalos, já que a quadra nunca fica vazia. Tem sempre um espetáculo rolando. Você não sente o jogo passar nem quando ele está parado.

Já fomos à partidas no Madison Square Garden também e a sensação é a mesma: você vai pelo jogo e fica por tantas e tantas outras atrações. Ainda mais em Nova York, palco dos grandes espetáculos. Dá pra imaginar?

Mas, sabe como é… morei em Chicago 2 anos antes de vir pra cá. A terra do Bulls. O time do Michael Jordan, que tem uma escultura em destaque pra visitação pública no estádio. Essa era uma das nossas atrações favoritas por lá. Fomos só os três, fomos com familiares, com amigos, e sempre foi incrível. Estar no United Center é viver uma experiência diferente de todas que já vivi assistindo basquete. E olha que já vi Hortência jogar começando a carreira e com o orgulho adolescente de quem morava na cidade vizinha da atleta famosa.

Mas ver o Bulls jogar em Chicago tem um encantamento local que me deixa sempre querendo mais quando as equipes e a quadra são outras. Sinto falta do mascote Benny the Bull animador (como aparece no header tirado da fanpage oficial) que faz os torcedores gargalharem mesmo durante os jogos mais difíceis. A versão inflável de Benny que sobrevoa o estádio de tempos em tempos durante as partidas. A loja. As taças. A maneira descontraída como usam a imagem dos jogadores nos telões para divulgar seus patrocinadores e o que quer que seja, aproximando ainda mais os atletas e ídolos do público e gerando entretenimento. E toda a atmosfera que a experiência traz que, pelo que já percebi, vai me fazer esperar sempre mais, cada vez que uma bola de basquete estiver quicando no garrafão ou em qualquer área da quadra à minha frente.

Pode até ter a ver com meu emocional de vincular momentos felizes da nossa então nova vida nos Estados Unidos. Pode ser. Mas com certeza tem a ver com o marketing do Chicago Bulls que faz você chegar e se sentir em casa. E esse marketing também pega pelo emocional.

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Rita Durigan
Rita Elisa Durigan é jornalista especializada em comunicação e mora em NY.