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Que empresa não gostaria de um profissional que acaba de potencializar na prática sua capacidade administrativa, criativa e de solucionar novos e imprevisíveis problemas em meio ao caos? É isso o que, em geral, acontece com as mulheres que se tornam mães. Essa é uma pequena parte do que elas aprendem na licença maternidade. E que poderia ser devidamente valorizada e aproveitada pelas empresas que as recebem de volta após o tempo que elas pararam para se dedicar exclusivamente à um  ou mais ─ novo ser em formação.

Foi para explicar esse “full-time job” que não aparece no currículo das mães que querem voltar ao mercado de trabalho que a agência Mother New York criou a thepregnancypause.org. Uma ferramenta que funciona como uma “empresa” no Linkedin, na qual as mães podem se cadastrar como funcionárias durante o período que ficarem fora do mercado de trabalho e incluir experiências como “prática em desenvolvimento” ou “designer de seres humanos” 

No site eles explicam que o objetivo é deixar claro que a licença maternidade, seja ela de 12 meses ou 12 anos, não é férias! Assista ao vídeo: 

#ThePregnancyPause foi lançada em maio último, em celebração ao Mother’s Day. Se no Brasil valorizar e incrementar a licença maternidade é um desafio, nos Estados Unidos essa luta é ainda maior. A “Maternity leave” é de 12 semanas. Não, eu não digitei errado. São semanas mesmo. Contando em meses são apenas 2. E sem remuneração. Algumas mães chegam a ser “informadas” de que a vaga pode ficar “em aberto” por umas 6 semanas, caso ela decida voltar. Feliz de quem pode escolher, porque nem todas podem. Nem mesmo aqui, acredite! 

Depois de crescer por seis décadas, atingindo o pico de 74% de mulheres entre 24 e 54 anos no mercado de trabalho, há dois anos esse percentual tinha caído para 69% nos EUA. Infelizmente não encontrei uma pesquisa mais atual e, se alguém tiver com os mesmos comparativos, pode postar nos comentários que faço um update aqui no artigo. Entre as mulheres dessa faixa etária sem trabalhar, 61% revelou que fica em casa para cuidar da família. 

Porque família precisa de cuidados. Tirando todas as questões emocionais, é exatamente como uma empresa a ser administrada e exige conhecimentos como médicos, de produção, logística, matemática, linguística, conhecimentos gerais, marketing, relacionamento interno e externo de todas as formas e tipos, organizacional, de limpeza, moral e cívica… Ufa! E mais, tudo ao mesmo tempo agora. Que empresa não gostaria de um profissional assim?!?

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Rita Durigan
Rita Elisa Durigan é jornalista especializada em comunicação e mora em NY.