Retratos da crise: no céu, na terra, no mar…

Democraticamente, a crise que vivemos de 2014 a 2016, fez-se presente na terra – com a queda brutal na venda de automóveis, ônibus e caminhões; no mar, com a redução sensível no número de navios e cruzeiros marítimos, e no céu, com uma grande queda no número de passageiros, e com os principais aeroportos do país num vermelho descomunal.

Entre os anos de 2011 e 2013, foram licitados com um sucesso alardeado como espetacular, na época, seis dos principais aeroportos do país.

Guarulhos, Viracopos, Brasília, Galeão, Confins e Natal.

Números recentes divulgados pela Anac trazem um retrato da crise devastadora que levou a concessionária de Viracopos a jogar a toalha, e provavelmente implicará numa renegociação de todas as demais privatizações.

No business plan condutor das licitações as expectativas e projeções eram de:

Guarulhos, 45,6 milhões de passageiros no ano de 2016; O número foi de 36,0 milhões – quase 10 milhões a menos;

Brasília, previstos 22,4 milhões, realizado, 18 milhões;

Viracopos, previstos 15,2 milhões, realizado, 9,2 milhões;

Galeão, previstos 25 milhões, realizados, 16 milhões; e,

Confins – Belo Horizonte – previstos 13 milhões, realizados 9,6 milhões.

Todos os contratos de todos os espaços negociados pelas concessionárias com empresas e lojistas levaram em consideração essa estimativa. Todos ou quase todos estão sendo renegociados, e parcela expressiva dos locadores desistiu e devolveu os espaços.

Mais adiante, certamente, esses números acabarão se concretizando. Mas, e até lá, muitas empresas tombarão pelo caminho…

A crise do triênio 2014/2016, ficará marcada para sempre em nossa lembrança e história. Uma mistura monumental de incompetência e corrupção.

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM (952).

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