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#MakeMineMilkshake foi criada por uma das editoras de quadrinhos da Marvel, a Heather Antos, em resposta aos ataques machistas e preconceituosos que ela recebeu por conta de um tweet em sua conta. As ofensas eram relativas a uma selfie que ela publicou com mais seis colegas de trabalho, algumas tomando milkshake, com a legenda: It’s the Marvel milkshake crew! #FabulousFlo”. 

Entre os ataques que mais chamaram a atenção estão: “Can we just get off of feminism and social justice and actually print stories. God DC looks better and better”, que seria algo como “Dá pra esquecer um pouquinho do feminismo e justiça social e fazer história em quadrinhos? Por isso a DC está cada vez melhor”. Outro foi: “Gee, I can’t imagine why Marvel’s sales are in the toilet”, ou “Nossa, dá pra imaginar porque as vendas da Marvel estão indo pro ralo”. Teve ainda questionamento sobre a aparência adolescente das profissionais: “Nobody was upset about that drinking milkshakes, I was mocking how Marvel seems to be run entirely by what looks like teenage girls”, ou “Ninguém está preocupado com o fato delas estarem tomando milkshake, estou achando ridículo a Marvel estar nas mãos de pessoas que parecem adolescentes.”

Foi então que Heather criou a #MakeMineMilkshake, inspirada em um slogan antigo da empresa: “Make Mine Marvel”. Pelo visto, com o aval da própria Marvel que também fez um post usando a hashtag em sua conta oficial

No dia deste post, 30 de julho, a hashtag foi trend topic por várias horas e desde então permaneceu vários dias em destaque nas redes sociais dos Estados Unidos. Em pouco tempo, mulheres e homens, muitos relacionados à indústria de quadrinhos, começaram a postar a hashtag, tomando milkshake ou não, e declarando seu apoio à diretora da Marvel e contra o preconceito às mulheres, suas carreiras e escolhas. 

Mas a surpresa veio da concorrente DC Comics que, no dia 1º de agosto, postou uma foto com dezenas de funcionárias mulheres fazendo o simbolo da Mulher Maravilha com uma legenda saudando as colegas da Marvel e usando a hashtag: “Cheers @Marvel ladies! #MakeMineMilkshake”.

Muitos vão chamar de Marketing de Oportunidade. Eu, particularmente, prefiro chamar de Marketing de Necessidade. Pequenas atitudes que se tornam gigantes e ajudam a espalhar a mensagem de igualdade e respeito. E que podem gerar grande mudanças no futuro, é preciso acreditar. 

Outros exemplos do que eu chamaria de Marketing de Necessidade são os movimentos #findthewoman, criado pela brasileira Laura Chiavone, que trabalha e mora aqui em New York, e “Gatas na Gringa”, criado pela Carol Saraiva, também brasileira que mora e trabalha em Los Angeles. Mas isso é tema pra próxima Inteligemcia nos EUA. 

Até lá!

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Rita Durigan
Rita Elisa Durigan é jornalista especializada em comunicação e mora em NY.