Os novos macacos

Em mãos, edição recente da revista CEO Exame, publicação temática e trimestral da Editora Abril e onde o tema é o futuro. Mais especificamente, O Futuro da Indústria, ou, Indústra 4.0.

Meu primeiro comentário sobre os conteúdos da revista – talvez faça outros – é sobre a matéria e entrevista com o pensador indoamericano Vivek Wadhwa.

Um dos mais importantes especialistas sobre inovação e tecnologia do mundo,  segundo a revista Time.

Dentre todas as afirmações que Vivek faz, seguramente a mais emblemática e impactante é que:

“TEMOS TUDO PARA SER OS NOVOS MACACOS”.

De certa forma, quando começamos a nos colocar em pé, caminhar, desenvolver novas habilidades e raciocinar, provavelmente os macacos se emocionaram e sorriram de alegria e felicidade.

Não imaginavam qual seria o nosso desenvolvimento e até onde chegaríamos.

Essa é minha explicação para o que o Vivek disse. Agora, repito para vocês, o texto dele:

“O que Elon Musk diz pode parecer exagerado.

Mas, está coberto de razão. Em breve os robôs poderão fazer tudo melhor do que nós, e, por isso, precisamos nos precaver.

O nível da inteligência artificial atual é bem limitado. Uma espécie de um Excel anabolizado. Mais cinco anos, no entanto, esses sistemas vão agir como humanos. Mais 20 anos eles terão nos superado.

Estamos criando uma nova espécie e não temos ideia do que ela é. Os macacos sabiam o que resultaria de sua evolução, o que viria a ser um humano? Nós somos os novos macacos quando se trata de inteligência artificial…”.

A pergunta sobre a qual todos precisamos refletir e responder. Devemos nos comportar ingenuamente e encantados como os macacos o fizeram quando começamos a manifestar os primeiros sinais de inteligência, ou nos anteciparmos e regular e criar limites, como se recomenda hoje aos pais que o façam na educação de seus filhos?

Fico com a segunda alternativa, mas ativada e processada com inteligência e sensibilidade. Ou, truculência zero.

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.

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