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Muito se fala das dificuldades de se encaixar as novas gerações, seus anseios e perfis, no mercado de trabalho. Levando-se em conta que estamos no mundo da comunicação, no qual tudo mudou e cuja indústria precisa se reinventar ─ e pra ontem ─, um dos caminhos seria abrir espaço para, de fato, misturar a experiência e o conhecimento de quem já está na estrada há alguns anos com o frescor inovador de quem nasceu em uma era mais tecnológica, em que as coisas acontecem agora e ficam velhas em poucas horas. Difícil admitir, mas é fato. Basta pensar que o Stories, do Instagram, no qual vídeos e imagens permanecem apenas 24 horas no ar, tem hoje 200 milhões de usuários ativos todos os dias. 

Pensando nessa nova realidade, o grupo Havas criou, em Nova York, a N8tive, um grupo de oito jovens recém formados em áreas distintas, como fotojornalismo e ciência ambiental, com idades que variam de 21 a 28 anos e que, porém, são nativos da era digital e vivem e respiram esse mundo que o mercado precisa entender. 

A incubadora de ideias criativas e inovação foi criada há um ano pelo CCO da Havas Worldwide Américas, Toygar Bazarkaya, e pelo Group Creative Director da Havas NY, Paul Vinod. “Nosso objetivo é mudar a forma como o mercado olha para esses novos talentos. Eles não nasceram para serem explorados, mas precisam de liberdade, de asas para poder voar e trazer o novo, pra fazerem sucesso”, diz Paul Vinod. 

Ao contrário do que normalmente acontece quando novos profissionais chegam nas agências, os ‘N8tives’ não recebem funções de aprendizes ou estagiários, mas têm acesso aos briefings mais interessantes e mais desafiadores também, com a missão de encontrar caminhos e soluções de forma inovadora. Eles se reportam direto ao Toygar Bazarkaya e ao Paul Vinod, sem hierarquias entre eles. 

Segundo Vinod, esses talentos não são experts demais ou generalistas demais. “Eles são valiosos solucionadores de problemas com ideias que conectam marcas com cultura no verdadeiro sentido, muito além da publicidade. Eles fazem coisas que fazem as pessoas desejarem coisas,” diz.  

O grupo, segundo ele, é bem entrosado, tem um grande conhecimento um do outro e sabe trabalhar em comunidade, com foco na busca pela melhor solução. O que seria diferente do modelo tradicional de trabalhos em duplas nas agências, que acabam gerando uma competição interna que nem sempre foca no resultado final, mas no sucesso pessoal.

“A N8tive tem nos inspirado muito a sermos melhores. A errar rápido e a criar melhor. Essa cultura da inovação está respingando em toda a agência e já começou a mudar todo o nosso trabalho criativo,” diz o Group Creative Director, que completa: “é um caminho sem volta”. 

*Imagem de capa: N8tive / Havas / divulgação.

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Rita Durigan
Rita Elisa Durigan é jornalista especializada em comunicação e mora em NY.