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Se você trabalha em uma agência de propaganda ou em um departamento de marketing, pare alguns minutos pra contar quantas mulheres trabalham ai com você. Agora pense no número de mulheres que você conhece e que trabalham em qualquer setor da economia. Pra terminar, abra o primeiro jornal, revista ou site que lhe vier a mente, sobre negócios, carreira ou assunto similar, e veja quantas mulheres estão retratadas ali pelo seu desempenho e sucesso profissional. Se você não acessou por coincidência uma edição especial sobre mulheres, ou não está considerando as notícias de “exibe corpão na praia”, deve ter percebido que há uma disparidade entre a realidade e o que a mídia retrata. 

Indignada com a falta de espaço que mulheres têm na imprensa – entre outras questões -, mesmo exercendo papéis tão relevantes quanto seus colegas homens, a publicitária brasileira Laura Chiavone criou o projeto #FindTheWomanBR. A Chief Strategy Officer (CSO) da Tribal Worldwide de Nova York, para onde se mudou há alguns meses, criou uma planilha (acesse clicando aqui) para que brasileiras que trabalham espalhadas pelo mundo pudessem incluir seus contatos e cargos. Por mais que soubesse que seriam muitas, se surpreendeu com a quantidade de mulheres em cargos de liderança que deixaram o Brasil e trabalham em diferentes países. O mapeamento acaba focando mais no mercado de propaganda, marketing e comunicação, e já tem cerca de 350 mulheres que, segundo Laura, fazem parte de uma rede quase invisível de talentos que estão fazendo a indústria acontecer também fora do Brasil. 

A ideia tem inspirado essas mulheres que começam a ganhar reconhecimento – basta ver a quantidade de vezes que a hashtag aparece nas redes sociais – e também motivou a Redatora Sênior da Chiat de Los Angeles, Carol Saraiva, a criar a plataforma @gatasnagringa. Através dela, profissionais mais experientes orientam mulheres mais jovens sobre carreiras e vida no exterior, mostrando caminhos, falando de experiências pessoais, prós e contras e, acima de tudo, apoiando quem precisa. 

Iniciativas que, aos poucos, vão dando voz e valor as tantas mulheres que trabalham de igual para igual com os homens e que também merecem ser reconhecidas por isso. 

Em tempo, no artigo “Quando a DC Comics se juntou à Marvel por uma causa maior”, que tem tudo a ver com essa mesma questão, eu prometi trazer aqui pro Inteligemcia nos EUA esses dois movimentos que também nasceram nos Estados Unidos, mas liderados por duas brasileiras. Job entregue! 🙂 Mas a luta pela igualdade de direitos continua. 

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Rita Durigan
Rita Elisa Durigan é jornalista especializada em comunicação e mora em NY.