Max e suas milhas

Max Oliveira, 32 anos, é um dos sócios fundadores da MaxMilhas. Hoje, CEO, e seu principal dirigente.

Tudo começou, segundo ele, no dia em que decidiu comprar uma passagem aérea para Vitória e em visita à namorada. O site pipocou e acabou não concretizando a compra. Reiniciou a compra. Em segundos, a passagem que custava R$ 100 pulou para R$ 500…

Indignado e revoltado, pensou… E se existisse uma plataforma onde as pessoas que têm milhas pudessem transacionar diretamente com outras pessoas…  Hoje sua empresa é apoiada pelo Endeavor, e Max participou da Edição de Época Negócios onde Presidentes se entrevistam… Vamos conhecer a linha de pensamento do descontraído, irreverente, simpático, cordial e mineiro Max…

Sobre a MaxMilhas – “A MaxMilhas é um marketplace para compradores e vendedores de milhas para viagens aéreas. Pessoas que acumulam milhas por viagens ou compras através de cartões, não pretendem utilizá-las, e se dispõem a vender para quem precisa e quer. Nosso sistema escancara a verdade para as pessoas. O custo da passagem em reais e em milhas nas companhias aéreas brasileiras. Assim como promovemos as melhores ofertas de pessoas que vendem suas milhas. Na média possibilitamos uma economia de aproximadamente 30% para quem pretende viajar…”.

Sobre o incômodo que vem causando às empresas aéreas – “Algumas são mais flexíveis e aproximam-se. As outras, e aos poucos, a relação vai melhorando. Em verdade acredito que mais contribuo do que eventualmente prejudico as aéreas. A MaxMilhas trabalha fortemente o consumidor sensível a preço. 33% de nossos clientes não fariam a viagem se não fosse a MaxMilhas. E os demais 63% fariam. Mas, não de avião – carro, ônibus, carona…”.

Sobre viagens corporativas – “O grande medo das aéreas é que a gente ofereça nossos serviços para os clientes corporativos. Nas viagens de negócios, normalmente, as empresas pagam o preço cheio…”.

E sobre as gestoras dos programas de milhagem… “Nos contratos dos programas de fidelidade há cláusulas dizendo que não se pode vender milhas. Isso não faz o menor sentido porque as milhas não decorrem de eventuais doações. Para ter acesso às milhas existe uma condição. Você tem que comprar e consumir alguma coisa. Mais ainda, você pode comprar milhas dos próprios programas. E quem compra é dono e jamais poderia ser proibido de vender. As milhas pertencem ao consumidor e não às gestoras e nem as empresas aéreas”.

Depois de todo esse arrazoado e argumentos, Max apresenta os Números da MaxMilhas

– “Em 2017 vendemos R$ 300 milhões em passagens. Temos registrado um crescimento médio de 300% ao ano. Em quatro anos, 2013 a 2017, mais de 1 milhão de passagens vendidas. E apenas neste ano de 2018, pretendemos vender 1,4 milhão de passagens…”.

É isso, amigos. Fica o registro. Resistirá a MaxMilhas o processo de asfixia gradativa e permanente que as gestoras de programas de milhagem vem impondo a empresa? Muito difícil. A morte da MaxMilhas pode ser instantânea, sem sangue, e irrecorrível. É suficiente as gestoras passarem a fazer e praticar o mesmo que a MaxMilhas faz. As gestoras assumirem e se responsabilizarem por uma espécie de mercado secundário de milhas…

Mas, e se isso demorar muito e precisar da concordância de todas, e eventualmente até caracterizar um cartel, e para não perder mais tempo… É suficiente comprar a empresa.

De qualquer maneira, vale o entusiasmo, o carisma, a coragem e a determinação do Max Oliveira.

Aconteça o que acontecer, a ele nossa homenagem e reconhecimento.

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