Em 2016, um dos acontecimentos mais inesperados foi a eleição de Donald John Trump para ocupar a cadeira de Presidente dos Estados Unidos. Muitos meios de comunicação cravavam a vitória de Hillary Clinton e tiveram que, constrangidos, comunicar a vitória do empresário Americano.

Desde de seus primeiros discursos como candidato, Trump mostrou um temperamento forte, polêmico e, porque não, preconceituoso. Hoje, já eleito, continua mantendo sua palavra e, nos primeiros dias de mandato, já está atacando aqueles que, segundo ele, não tornam a América grande ─ fez isso através de um veto imigratório.

Essa repulsa aos “não Americanos” afetou, de imediato, algumas empresas símbolo dos Estados Unidos; é o caso de Starbucks, Airbnb, Google, Uber, lyft e Ford que, para reforçar seu posicionamento contrário a Trump, resolveram reagir.

Starbucks, que já estava sofrendo boicotes em suas filiais do México, desenvolveu um projeto para contratar cerca de 10 mil refugiados nos próximos cinco anos em 75 países. Schultz, presidente da empresa, afirmou que está pronto para ajudar e apoiar clientes, parceiros e famílias, afetados pela proibição de Trump.

A Ford, através do presidente do conselho da montadora, Bill Ford Junior, e o diretor executivo, Mark Fields, disseram em um comunicado a funcionários que a empresa não apoia o que eles chamaram de ‘um novo veto americano a imigração’.

O Google saiu em defesa da outra parte afetada pelo veto de Trump, os Muçulmanos, anunciando a criação de um fundo de crise de US$ 4 milhões para quatro organizações que lutam pelos direitos dos imigrantes.

Lyft, companhia de transporte, posicionou-se através de seu fundador Logan Green de maneira contrária a Trump, prometendo nos próximos quatro anos realizar doações para instituições que defendam os valores da empresa. Ele citou inclusive que a empresa vai doar US$ 1 milhão para o Sindicato Americano de Liberdades Civis.

O Airbnb está oferecendo hospedagem grátis a qualquer um que for impedido de entrar nos EUA; publicação feita no Twitter oficial do diretor-executivo da empresa, Brian Chesky.

O executivo-geral da Uber, Travis Kalanick, comentou que muitos dos motoristas cadastrados na plataforma podem sofrer de alguma forma com o veto de Trump, e prometeu compensar os que forem afetados pela ordem do Presidente.

No final do ano passado, a Coca-cola também mostrou o seu posicionamento em um comercial que ressalta o povo latino (abaixo o comercial).

No mesmo caminho temos a Cervejaria Corona. Na campanha “America es Grande”, a empresa afirma que a América não é só um país, é um continente. E ressalta a grandiosidade dos continentes americanos, além da diversidade cultural e racial dos latinos.

Esses são apenas alguns exemplos, mas não param por aí. As próprias empresas que Donald Trump comanda estão enfrentando problemas com as atitudes do magnata. Segundo reportagem do jornal O Globo e a empresa do ramo imobiliário Redfin, os apartamentos de luxo das Torres Trump, um segmento central nas operações do grupo, estão sendo negociados a preço de mercado. Há cerca de um ano, custavam 7% mais do que imóveis similares. A matéria ainda comenta que o novo Hotel Trump, em Washington, aberto em setembro passado, não conseguiu atingir plena capacidade e precisou oferecer descontos para se manter.

Por fim, no Canadá, país vizinho aos Estados Unidos, as medidas de Trump receberam reações ainda mais criativas. Pelo menos 200 executivos, fundadores e investidores divulgaram uma carta aberta pedindo para que Ottawa, capital do Canadá, conceda imediatamente permissão temporária para imigrantes afetados pela ordem executiva assinada na sexta-feira pelo presidente Donald Trump, vendo nisso uma oportunidade para atrair talentos do setor de tecnologia.

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Formado em publicidade e propaganda, pós-graduado em marketing, integrante do Núcleo de Produção e Conteúdo do MadiaMundoMarketing, viciado em novas tecnologias e tendências no ambiente digital.