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Não tem jeito, Super Bowl é Super Bowl e nos Estados Unidos só se fala nisso. Ainda mais depois da atuação brilhante, e já desacreditada, de Tom Brady que virou o jogo no final da final mais importante do futebol americano e deu o título de 2017 ao Patriots. Dá-lhe Sr. Bündchen!

Depois da inquestionável atuação dele, que mudou tudo, a mais brilhante foi a da Lady Gaga (foto/New Yorker). Do teto do estádio, com drones da Intel compondo o cenário no céu, ao palco, ela deu um verdadeiro show. Como é de se esperar das performances dela e do Super Bowl. Aliás, ficou linda a sequência integrada do show para o comercial da série Genius, da National Geographic (veja o filme aqui).

Mas me surpreendeu ver Lady Gaga na primeira aparição de Tiffany & Co. no break comercial mais caro e famoso do mundo. Um luxo? Sim. Talvez. De qualquer forma, Lady Gaga literalmente se explicou no roteiro do filme, que está na home da tiffany.com (assista aqui). Ela é rebelde. Dessas com brilho próprio. Que escreve a própria história. Que não se importa. Que surpreende. Que transpira talento e ousadia. E não precisa de uma Tiffany para se sentir empoderada. Não mesmo. 

Ela ser garota-propaganda da campanha de Primavera da joalheria, tudo bem. Mas as duas marcas, a de jóias e a da artista, perderam uma grande oportunidade de brilharem juntas, de verdade. E foi só um claro deslize de script. O uso excessivo de um conceito que, em situações assim, se enfraquece e perde um pouco o sentido. O empoderamento feminino que grita nas ruas, em especial dos Estados Unidos, desde que Trump ganhou as eleições, passa muito longe das vitrines da Tiffany. Está muito além delas.

Quem de fato mergulhou no empoderamento feminino necessário para os dias de hoje foi a Audi, com seu comercial “Daughter”.

Eu, se fosse a Michelle Obama, não usava mais o presente que ganhou da atual primeira dama dos EUA, Melania Trump. 

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Rita Durigan
Rita Elisa Durigan é jornalista especializada em comunicação e mora em NY.