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… que te direi quem és.” O ditado popular ajuda a explicar a retirada de investimentos de grandes anunciantes do Youtube em março. O que, obviamente, derrubou as ações da Alphabet, detentora do Google e, consequentemente, do Youtube.

Walmart, PepsiCo, General Motors, J&J, JP Morgan Chase & Co., AT&T, McDonald’s, Starbucks e L’Oreal são algumas das marcas que pararam de anunciar na mídia social – pelo menos por enquanto -, desde que o jornal britânico The Guardian denunciou que algumas propagandas estavam aparecendo no Youtube vinculadas à vídeos extremistas, que espalham ódio ou estimulam o terrorismo.

O escândalo, que começou no Reino Unido, rapidamente ganhou força nos Estados Unidos. Principalmente depois que o chairman da Alphabet, Erich Schmidt, confirmou em entrevista ao Fox Business Network que nem sempre os algorítimos conseguem garantir que os anúncios sejam veiculados junto à conteúdos apropriados. Mas, obviamente, foram anunciadas revisões nas polices e ferramentas para garantir um maior controle de onde e como as Google Ads vão aparecer ao redor do mundo. Acontece que, por enquanto, alguns grandes anunciantes não querem pagar pra ver.

A associação americana ANA (Association of National Advertisers), representante de cerca de mil empresas anunciantes que juntas investem por ano nos Estados Unidos cerca de U$ 250 bilhões em marketing e publicidade, apoiou a decisão desses anunciantes. Em declaração, o CEO da ANA, Bob Liodice, disse que a retirada é uma atitude racional e apropriada de proteção às marcas.

Enquanto isso, seguindo a sabedoria dos camelôs brasileiros que, ao menor sinal de chuva, aparecem com guarda-chuvas para vender aos transeuntes despreparados nas ruas, a gigante de compra de mídia do grupo WPP, GroupeM, anunciou parceria com a analista de social OpenSlate. O objetivo é garantir maior precisão e cuidado na colocação das Google Ads de seus clientes. A operação vai priorizar os mercados dos EUA e Reino Unido onde, provavelmente, sentiu que os negócios foram – ou podem ser – drasticamente afetados também. Afinal, crises assim costumam ter efeito dominó na cadeia de negócios. E salve-se quem puder ou quem for mais preciso e criativo.

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Rita Durigan
Rita Elisa Durigan é jornalista especializada em comunicação e mora em NY.