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Em novembro faz dois anos que me mudei de Chicago e, apesar de amar aquela cidade e ter certeza de que não poderia ter começado a “vida americana” em lugar melhor, sinto muito mais falta dos amigos – grandes amigos, inclusive – que continuam por lá. Sinto vontade de fazer coisas e visitar lugares incríveis novamente, claro. E sempre vou sentir. Moraria de novo? Com certeza. Mas não me lamento por ter mudado. Até porque, encontramos um cantinho especial aqui em Jersey City, a 5 minutos de Manhattan, do outro lado do Hudson River.

Mas esse mês duas campanhas me fizeram saudosista em relação a Chicago, a cidade com suas peculiaridades e atrações incríveis e que sempre vai ocupar um pedaço do meu coração. A primeira foi Specimen Monologues, criada pela Leo Burnett US para divulgar a exposição “Specimens: Unlocking the Secrets of Life” do Field Museum of Natural History. Localizado em um lugar incrível, The Field Museum, como é conhecido, é imenso. Daqueles que você precisa voltar várias e várias vezes pra ver tudo e vai continuar com a sensação de que ficou faltando algo.  

Na campanha, a população é convidada a dar voz, literalmente, à espécimes mortas e inanimadas do museu. Um estúdio de som itinerante tem sido instalado em lugares estratégicos da cidade, como os bairros Lincoln Park e North Avenue Beach, e as pessoas podem gravar pequenos roteiros escritos pela agência. As melhores interpretações entrarão para a coleção permanente do museu e poderão ser acessadas em um website pelo celular de quem visitar a exibição. Entre os criativos da campanha estão os brasileiros Carlos “Ia” Murad (creative director) e Julio D’Alfonso (ACD/ Copywriter). O americano Travis Klaysmeier (ACD/ Copywriter) também é conhecido no Brasil, já que trabalhou na Ogilvy brasileira antes de entrar na Leo Burnett Chicago.

A outra campanha, que também tem brasileiro na ficha criativa, como o CCO e fundador da David Miami, Anselmo Ramos, tem gostinho de Chicago. Ou melhor, tentou dar um sabor especial para um prato típico da Windy City. Além da deep dish pizza, que pra gente parece mais uma torta – mas eu adoro -, a cidade tem o tradicional Chicago-style hot dog. Ele é frio. Brincávamos que era um pão com salsicha e salada. Não é meu preferido, mas faz parte da experiência de viver – ou visitar – a cidade. Além de pickles, relish, tomate, cebola picada e celery – espero não estar esquecendo algo -, o sanduíche inclui mostarda. Esqueça o catchup! 

Para comemorar o National Hot Dog Day, em 19 de Julho, a Heinz lançou o “Chicago Dog Sauce”, oferecido em uma embalagem especial que traz a bandeira da cidade. A receita? Tomates, especiarias e sabores especiais. Qualquer semelhança com ketchup não é mera coincidência. O objetivo era justamente mostrar que ketchup combina sim com hot dog, inclusive o de Chicago. O que também deixou alguns locais um pouco irritados, claro. E tem gerado novas campanhas como a #defendthedog, da loja de cachorro-quente Wiener’s Circle, de Chicago, que ofereceu o sanduíche tradicional de graça no horário do almoço, na última segunda-feira (24). 

Como parte da campanha de Heinz, foram vendidos ketchups com embalagens de Chicago Dog Sauce por U$ 5 mais transporte através do chicagodogsauce.com. Mas as vendas já se esgotaram. A ideia nasceu na agência David e envolveu também a Alison Brod Marketing & Communications, a Starcom Chicago e a PureRED | Ferrara.

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Rita Durigan
Rita Elisa Durigan é jornalista especializada em comunicação e mora em NY.