Desde a zero hora de segunda-feira, dia 23 de julho, as operadoras de celular TIM, Oi e Claro estão proibidas de habilitar novas linhas e vender chips em alguns estados. A resolução foi tomada na semana passada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), devido a reclamação de usuários relacionada à má prestação de serviços pelas operadoras.

O órgão avaliou quais empresas possuíam as piores pontuações no atendimento ao consumidor por localidade, para determinar a proibição de venda da TIM em 19 estados brasileiros, da Oi em cinco, e da Claro em três. Este tipo de avaliação, e possível punição da Anatel, já era prevista? Este tipo de situação de crise poderia ter sido mapeado e sua resposta definida?

Aproveitando o bom momento de expansão do mercado de smartphones, que cresce 70% ao ano, algumas operadoras de celular decidiram investir e levar em consideração fatores relacionados à produção, metas e vendas, por exemplo, sem se preocupar efetivamente com possíveis riscos, que podem afetar direta ou indiretamente os objetivos e estratégias de cada corporação. Neste contexto, a determinação será revertida apenas se as empresas apresentarem novos planos de investimento, que garantam tanto a melhoria da infraestrutura de redes, quanto o avanço na prestação dos serviços oferecidos.

Mas, será que tais organizações estão preparadas para gerenciar uma crise e dar continuidade a gestão do negócio? Talvez, antes de tal fato eclodir, se todos os riscos e vulnerabilidades fossem esclarecidos, graças a uma Gestão de Riscos eficiente, não haveria a necessidade de novas ações para contornar tais acontecimentos. Para se ter uma ideia, caso alguma operadora não acate a ordem determinada pela Anatel, estará sujeita ao pagamento de multa, equivalente a R$ 200 mil por dia, e por cada unidade federativa em que se constatar o descumprimento. Assim, novas vendas poderão ser efetuadas apenas depois de uma minuciosa análise do novo plano apresentado, se aprovado pela Anatel.

Outras operadoras de telefonia, como Telefonica/Vivo, CTBC e Sercomtel também terão que apresentar um plano de investimento, dentro do mesmo prazo estipulado, para que cada uma se comprometa com a melhoria dos serviços disponibilizados aos consumidores. Estas possuem a chance de articular melhor uma Gestão de Riscos e Continuidade de Negócios, pois não foram efetivamente penalizadas com a determinação.

Porém, o fato que mais chama a atenção, em empresas de grande porte e consagradas no mercado, como as citadas acima, é que grande parte delas não pensa ou leva em consideração determinados problemas, ou riscos que podem culminar, quando está tudo sob controle. Mas, esquecem que acidentes são imprevisíveis e vulnerabilidades podem ser descobertas. Um planejamento, se bem articulado, exaltando investimentos e metas, pode ser responsável pela imagem positiva de uma empresa, além da continuidade das necessidades vitais, fator primordial para que as instituições não prejudiquem ou parem de atender a demanda atual de cada uma delas.

Porque abordar o tema?

Conscientizar instituições sobre a real necessidade de se preparar para o inesperado, e assegurar a continuidade das funções vitais da empresa e da sociedade, auxiliando assim, na redução de perdas, e acelerando o processo de desenvolvimento organizacional em nosso país.

Sugestões de fonte:

Jefferson D’Addario, Marcos Assi e Claudio Dodt da Daryus Consultoria, especializada em Gestão de Riscos Estratégicos (Continuidade de Negócios, Governança Corporativa e de TI, Segurança da Informação, Prevenção a Fraudes e Controles Internos). Durante a pauta serão responsáveis por apresentar e esclarecer um conjunto de estratégias e planos de ação que garantem que serviços essenciais sejam devidamente identificados e preservados após a ocorrência de uma crise. Além disso, apresentarão maneiras eficazes para as empresas retornarem a situação normal de funcionamento dentro do contexto do negócio do qual fazem parte.

www.daryus.com.br

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