Por Marcelo Gonçalves*
Carisma e inteligência são qualidades frequentemente associadas ao perfil de grandes líderes. Segundo o senso comum, quem não dispõe desses atributos tende a se sair mal nos cargos de comando.
Nos últimos anos, porém, os gestores de pessoas e responsáveis pelos processos de recrutamento passaram a elencar outras qualidades tão desejáveis quanto estas nos profissionais que contratam para ocupar cargos de gerência e até de direção.
Mais do que “senso de autoridade”, o mercado de hoje valoriza o profissional flexível, que se adapta às características do grupo e, dessa forma, evita choques desnecessários. Em vez de se impor o tempo todo, ele conquista o apreço dos colegas, desperta o desejo de cooperação e fortalece a unidade da equipe.
Também está claro que não adianta o líder ter um altíssimo quociente de inteligência e não ser capaz de interagir com o restante do time. Mais do que uma mente brilhante, ele precisa ter a chamada “inteligência emocional”, imprescindível para a construção de bons relacionamentos.
Diante dessa nova abordagem, deixa de fazer sentido o delineamento de um único “perfil de liderança” – o que se busca, na realidade, é a pessoa certa para estar à frente de cada grupo, com suas peculiaridades e natureza específica.
Mas, se não é um conjunto de características específicas, o que, afinal, torna uma pessoa talhada para a liderança?
Estudos conduzidos pelo professor Glenn Rowe, da Faculty of Business Administration da Memorial University of Newfoundland (Canadá), indicam que líderes eficazes são indivíduos que, por um lado, personificam as características do grupo, e, por outro, têm qualidades que os diferenciam positivamente de seus pares. Em outras palavras, é importante que um líder tenha afinidades que lhe permitam criar uma espécie de sinergia com a equipe, pois essa empatia profunda se traduzirá em cumplicidade, companheirismo e, consequentemente, em trabalhos executados com mais entusiasmo e eficiência. Por outro lado, o líder eficaz deve ter talentos que o façam merecer sua posição de destaque – e estes devem ser muito bem evidenciados, para que não passem despercebidos por aqueles que estão sob seu comando.
* Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
Contato (assessoria de imprensa): camila@viveiros.com.br
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Pingback por Tweets that mention O novo líder « Portal Inteligemcia – Hoje, a praça do marketing no Brasil; amanhã, no mundo. -- Topsy.com — 27 de julho de 2010 @ 13:54
Achei o artigo muito bom, que bom seria se ao menos 10% dos lideres tivessem essa visão.
Já tive a oportunidade de ter um líder com inteligência emocional insuperável, sabia ouvir os funcionários, valorizar cada um, comemorava junto os sucessos, jamais culpava alguém, e sim o time, por falhas passíveis de serem cometidas.
Fazia com que cada um no time soubesse o valor que representava e acabava que comprometendo todos para o alcance dos objetivos da cia.
Isso tudo, quase que de maneira imperceptível. Quando se via, a equipe estava-se totalmente engajada em projetos, trabalhando em conjunto, querendo cada vez mais se superar.
Ótimo! Int. Emocional deveria ser requisito básico para líderes.
Comentário por Paula Ramos — 11 de agosto de 2010 @ 11:51
Cuidado…..Carisma é muito bom para a pessoa em si mas pode ser fatal para o negócio. Não consigo de manera nenhuma acreditar que carísma seja essencial para lideranca….empresa não é playcenter, é local de trabalho. Um líder de verdade tem sim que entender seu grupo e apoiá-lo, um líder tem que tomar decisões….as decisões de verdade quase sempre não são carismáticas.
Comentário por Rene Medina — 19 de agosto de 2010 @ 13:23