Rede Sociais: uma nova era
Anos atrás, a grande euforia do mercado de comununicação se baseava na possibilidade de oferecer aos consumidores uma experiência multissensorial pela utilização de fotos, audio e vídeo simultaneamente através da internet.
Com a evolução da internet, o nosso entusiasmo cresceu. Tínhamos, perto do ano 2000, a possibilidade de conectar as marcas com o consumidor em tempo real e já podíamos acompanhar a audiência pelo número de acessos ao site da empresa assim como monitorar quanto tempo o consumidor passava em cada área deste site. Nesta fase, o marketing one-to-one se tornava uma realidade ao alcance de todas as marcas.
O tempo passou e novas tecnologias foram chegando e ganhando espaço. Chegaram os celulares. E depois os smart-phones.
Parecia um recomeço, aquela interatividade inicial dos anos 90 chegava às nossas mãos através do nosso celular. Todas aquelas oportunidades de mídia agora estavam com o consumidor em todos os lugares: em casa, na escola, no metrô e até no bar!
Enquanto a mídia ganhava vida em novos locais, o Facebook, LinkedIn, Twitter e Orkut nasciam e o consumidor agora passava a ser colaborador, publicando conteúdos, dando suas opiniões sobre ele mesmo, você e sua empresa.
O consumidor passava a ser um veículo – muitas vezes antes do próprio profissional de marketing, de algumas agências e marcas que ainda tratam esta realidade como coisa de um futuro próximo.
Assim como ainda temos muitos profissionais que não abriram os olhos, ou melhor, não mergulharam nesta realidade, existe um outro grupo de profissionais e marcas que já têm hoje sites com milhões de usuários, que se preocupam com a estratégia de mídia digital e desenvolvem estratégias de mídia social para suas marcas, buscando crescer e aprender sempre com este “consumidor-veículo” e com esta mídia mutante que se desenvolve cada vez mais.
Em uma questão de minutos, 82 milhões de pessoas estão na internet brasileira, 168 milhões estão usando o celular e mais 40 milhões estão no Orkut. A sua marca está falando com todas essas pessoas? Está interagindo neste momento com todos esses ambientes?
Só para vocês leitores acompanharem esta evolução, a América Latina foi a região do mundo que apresentou o maior crescimento de audiência na internet entre fevereiro de 2009 e fevereiro de 2010, segundo dados da comScore. O crescimento foi de 23%, chegando a representar 8% da população da internet mundial.
Ainda segundo o estudo, os sites de busca são os mais utilizados na América Latina, com uma média de 137 consultas por usuário por mês, a taxa mais elevada em todo o mundo. E o Facebook foi a rede social mais utilizada pelos internautas da região, com 50% de audiência.
Mesmo não sendo líder na América Latina, o Orkut continua sendo o queridinho dos brasileiros, com 72% de audiência.
Um agência digital do mercado fez um vídeo falando sobre as “redessociais.br” com dados interessantes que vale a pena conhecer e que deveriam ser informações de cabeceira de todo profissional de marketing, seja marketing pessoal ou profissional. O vídeo resume de forma clara que muitas pessoas estão online, durante muito tempo e em todos os lugares.
Antes dos anos 70, tínhamos 5 tipos de meios nos quais era possível desenvolver um plano de mídia (nenhum digital); na primeira década do ano 2000 temos 30 meios (23 digitais), sendo que muitos ainda não foram experimentados por todas as marcas.
São pouquíssimas as marcas que já experimentaram por completo todas as possibilidades desse novo “catálogo” de mídia. E sendo assim, as marcas ainda errarão e acertarão muito nos seus planos de marketing ao experimentar e conhecer cada uma destas mídias. E indo ainda mais longe, estando muito mais perto das expectativas dos seus consumidores. Não permitindo que eles escrevam a história das marcas sem que elas sequer percebam, mas sim participem de forma interativa desta.
Os institutos de pesquisa já buscam soluções para aumentar o conhecimento do terreno a ser trabalhado e a assertividade das ações realizadas pelas empresas e marcas. O Ibope está de olho nas mídias sociais e lança no mercado o BuzzMetrics e VideoCensus que fazem análises por meio de palavras-chaves e maneiras de acessar vídeos e anúncios.
O instrumento não só mede as percepções dos consumidores online, mas também o seu poder de influência.
Nesta nova era, tudo é possível e toda informação lançada na rede pelo seu consumidor é relevante, por menor que pareça.