Lei da futilidade marginal     

9 de junho de 2010

1 Comentários

“Nada nos pertence a não ser o tempo”.
SÊNECA



Dentre as campanhas publicitárias dos anos 80 pontifica a da revista Rolling Stone que acabou sendo copiada, referenciada e multiplicada pelos quatro cantos do mundo.

Não obstante o enorme sucesso da campanha, muitas empresas não entenderam a verdade contida em seu tema: que no marketing, como na vida, a PERCEPÇÃO É A REALIDADE. As pessoas compram o que percebem e acreditam, e não, necessariamente, o que é, de verdade.

E assim caminhava a humanidade quando um articulista de FORTUNE fez um artigo primoroso oferecendo importante contribuição para o melhor entendimento do tema.

Ele se chama ANDREW FERGUSON, e inventou, com muito talento e sensibilidade, a LFM – Lei da Futilidade Marginal. Que é exatamente o oposto da Lei da Utilidade Marginal, ensinadas nos livros e escolas de economia.

A Lei da Utilidade Marginal é a satisfação adicional derivada do consumo de uma unidade adicional de produto ou serviço. Já a LFM – Lei da Futilidade Marginal é a satisfação adicional derivada do não consumo de uma unidade adicional de produto ou serviço.

Confiram agora como FERGUSON sacou, na época, sua Lei da Futilidade Marginal:  “Meu primeiro contato com essa Lei foi no colégio, quando um colega rico me convidou para visitar sua casa.  Era um verdadeiro palácio, com 8 suítes, 4 Jacuzzis, 2 cozinhas, 3 quartos para os empregados, e muito mais. Assim que chegamos na casa, e antes de entrarmos, meu amigo me disse que seus pais tinham acabado de redecorá-la, contratando o melhor decorador da cidade, pela bagatela de US$ 200.000. Aí entramos na casa e quase caí de costa. O decorador defendia e praticou o estilo “clean”. A casa estava praticamente vazia. Um pequeno lustre no centro da sala, uma cadeira num dos cantos, sem tapetes e cortinas. E o mesmo “despojamento” em todas as demais dependências. Ou seja, estavam pagando uma grana para quase ‘não decorarem’ a casa…”.

Segundo FERGUSON, uma boa definição da Lei da Futilidade Marginal é “Pagar mais, para ter menos”. Ou, mais custos, menos benefícios, e ampla e irrestrita satisfação emocional.

FERGUSON disse, também, que esse comportamento estava se disseminando pelo mundo inteiro, muito especialmente nos EUA: “Em nosso país as pessoas pagam 75 cents de dólar por uma mistura de água com gás, açúcar, e uma infinidade de outros ingredientes, embalados numa lata onde se apõe a marca COKE. Essas mesmas pessoas pagam 3 vezes mais só pela água com gás numa mesma lata onde se apõe a marca PERRIER.

E ainda conta que recentemente fez uma viagem com sua mulher e diante de duas alternativas de hotéis, uma por US$ 99 a diária com tudo, inclusive refeições, e outra de US$450 com nada incluído mas com uma linda vista e o oxigênio da montanha optou pela segunda… E que nos restaurantes da moda, hoje, “quanto menor a porção, maior o cheque”…

É isso amigo. Se na sua empresa ainda não entenderam que as pessoas compram percepções não realidades, tente fazê-los entender usando a divertida, criativa, e verdadeira LFM – Lei da Futilidade Marginal. Criada em 1984 e mais que válida até hoje.

  • Share/Bookmark

This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.

1 Comentário

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by inteligemcia , inteligemcia . inteligemcia said: Novo artigo de @franciscomadia para o Portal #inteligemcia: "Lei da futilidade marginal" – http://bit.ly/dxbKkO [...]

    Pingback by Tweets that mention Lei da futilidade marginal « Portal Inteligemcia – Hoje, a praça do marketing no Brasil; amanhã, no mundo. -- Topsy.com — 10 de junho de 2010 @ 8:35

Deixe um comentário

Nome (obrigatório)
Email (não será publicado) (obrigatório)
Site
Comentário:

Biografia

Francisco Alberto MADIA de Souza é considerado a maior autoridade em marketing do país, segundo pesquisa realizada pela Toledo e Associados para a ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Trabalhando há 40 anos em marketing, há 30 MADIA é Diretor Presidente e Sócio do MADIAMUNDOMARKETING – empresa líder em Consultoria de Marketing ; Advogado e Administrador de Empresas, com cursos de especialização em marketing no Brasil e nos Estados Unidos – N.Y. University; MASTER em MARKETING pelo C.F .E.. Presidente do júri do "Top de Marketing" por 10 anos e integrante do júri do "Prêmio Colunistas" por 28 anos; Criador e Presidente do "Prêmio Marketing Best" também por 10 anos. Presidente da Academia Brasileira de Marketing. Autor dos livros "Marketing Trends - 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010", "Marketing Pleno", "Os Axiomas do Marketing", "Datamarketing Behavior - Introdução ao Marketing de 6ª Geração" e "Causos de Marquetim". Escreveu e publicou mais de 5 mil artigos sobre Marketing, realiza em média 80 conferências por ano, e há 35 anos escreve a coluna "Marketing" para um "Sindicate" de Jornais e Revistas em todo o Brasil , dentre eles para o Jornal Propaganda e Marketing, Profissional & Negócios, Consumidor Moderno, Venda Mais, Revista Aprender. Seus livros e artigos são adotados nos principais cursos de marketing do Brasil e de países das Américas e da Europa. Em 2005, MADIA foi o grande vencedor do Prêmio Jabuti, em sua 47ª edição – Melhor Livro Não-Ficção do Ano – com “OS 50 MANDAMENTOS DO MARKETING”, editado pela M. Books do Brasil.