A última Revista Exame aponta que o maior mercado do mundo não é a China nem a Índia. São as mulheres, que juntas, injetaram US$ 12 trilhões na economia mundial, em 2009. No Brasil, foram R$ 800 bilhões.
Pesquisa recente da Boston Consulting Group mostra que nos próximos cinco anos, a renda feminina mundial deverá aumentar em US$ 5 trilhões, totalizando US$ 18 trilhões, ou seja, um montante superior ao produto interno de Brasil, Rússia, India e China.
Dos R$ 800 bilhões consumidos pelas brasileiras em 2009, 134,4% foram em alimentação familiar, 39% vestuário feminino, 38% educação dos filhos, 36% restaurantes, 31% empregada doméstica, 30% manutenção do carro, 27% telefonia fixa, 26% investimentos, 23% planos de saúde, 19% recreação e lazer, 19% móveis e decoração, 18% compra do carro, 17% higiene pessoal, 17% salão de beleza, 13% vestuário infantil, 11% eletrodomésticos, 9% reforma da casa e 9% medicamentos.
As mulheres são responsáveis por 73% do consumo total do setor de salões de beleza; 71% do setor de vestuário feminino; 67,4% do setor de vestuário infantil; 61% do consumo com empregadas domésticas; 57% de higiene pessoal; 53% da alimentação familiar; 52% do consumo em móveis e decoração; 50% dos medicamentos; 45% do consumo dos eletrodomésticos; 41% da educação dos filhos; 40% dos planos de saúde; 38% da telefonia fixa; 39% da recreação e lazer; 35% dos restaurantes; 34% das reformas de casas; 28,3% dos investimentos; 18,5% das compras de carros; e 18% dos gastos com manutenção com carros.
Os setores que devem se cuidar, porque são os que mais deixam as mulheres insatisfeitas são: Planos de Saúde (38%), Serviços de saúde e fitness (29%), Bancos e Corretoras (28%), Conserto de Eletrodomésticos (26%), Higiene pessoal (26%), Automobilismo (26%), Entretenimento (24%), Educação (23%), Cosméticos (22%) e Moda (22%). Entre as reclamações das mulheres, com relação a esses setores, estão: demora no atendimento nas consultas médicas, academias de ginásticas com longos programas de treinamento, falta de espaços para crianças e serviços de beleza nas academias de ginástica; e a complexidade dos gerentes de investimentos de bancos e corretoras, ao explicar sobre os investimentos.
Quanto à tão sonhada igualdade de salários, de acordo com um estudo do Data Popular, ela deverá chegar primeiro à classe C, onde a renda da mulher já representa 41% da renda familiar. Na classe A, este percentual é de 25%.
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