Johannes Petrus Wulfram de Wit destaca que a floricultura depende substancialmente do melhoramento genético     

20 de janeiro de 2012

0 Comentários

AGROdestaque entrevista Johannes Petrus Wulfram de Wit.

O Projeto AGROdestaque divulga as contribuições que o egresso da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) realiza nas Ciências Agrárias, Ambientais e Sociais Aplicadas. Consiste em uma entrevista em formato ping-pong, na qual é possível obter informações sobre o egresso – breve currículo, demandas da área em que atua e opiniões acerca de aspectos relacionados ao mercado profissional.

Além da publicação nos sites da Escola (www.esalq.usp.br/acom/agrodestaque) e da Associação dos Ex-alunos da ESALQ (ADEALQ) (www.adealq.org.br/), o material é disponibilizado como sugestão de pauta aos veículos de comunicação da USP, de Piracicaba e região, bem como aos profissionais da mídia especializada. Segue entrevista com Johannes Petrus Wulfram de Wit, formado em Engenharia Agronômica, em 1980.

AGROdestaque entrevista Johannes Petrus Wulfram de Wit (F-1980)

Atuação Profissional
Após formar-se em 1980, iniciou a carreira como sócio de seus três irmãos na empresa agrícola Wit S/A. Inicialmente, era responsável técnico nas culturas de laranja, milho, soja, algodão e gladíolos. Á partir de 1991, deixou a sociedade e iniciou o seu próprio negócio produzindo flores de lírio em vaso. Atualmente, é o maior produtor de lírios em vaso do Brasil.

A que setor se dedica atualmente?
Atualmente me dedico exclusivamente á floricultura. Sou produtor, proprietário, empresário. Nessa área, o papel do engenheiro agrônomo é mais secundário e delgado. Sou mais administrador de empresa.

Quais os principais desafios do cultivo de lírios?
O lírio é uma cultura de clima temperado. Um grande desafio é fazer boa qualidade em um clima tropical. A floricultura, assim como a hortifruticultura, tem poucos produtos defensivos registrados, o que coloca muitos produtores na ilegalidade. Um grande desafio é se manter na legalidade.

Recentemente, o mercado brasileiro de flores ornamentais cresceu consideravelmente. A que o senhor atribui esse fato?
Existem muitos fatores que contribuíram para esse crescimento. Poderia citar tecnologia de produção, tecnologia de distribuição e sistema de mercado. Mas, inegavelmente, o controle de inflação e crescimento econômico do País tem sido muito importante.

Qual a importância do melhoramento genético no ramo de flores ornamentais?
A floricultura depende substancialmente do melhoramento genético. O mercado está sempre pedindo por novidades. E estas vêm, basicamente, a partir do melhoramento genético.

Que tipo de profissional o mercado de flores ornamentais espera?
O mercado espera mais melhorístas, fitopatólogos, especialistas em controle de clima, manejo de irrigação, nutrição e substratos. Também precisa de especialista em pós-colheita e logística de distribuição.

Entrevista concedida à Ana Carolina Miotto
Estagiária de Jornalismo
20/01/12

Ana Carolina Miotto
Estagiária
imprensa@esalq.usp.br
  • Share/Bookmark

This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.

Nenhum Comentário

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Nome (obrigatório)
Email (não será publicado) (obrigatório)
Site
Comentário: