Crises enaltecem sonhos     

9 de janeiro de 2012

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“Somos dos tecidos de que são feitos os sonhos”.

SHAKESPEARE

Em meio a crises como as que temos vivido as pessoas, de forma natural, humana, compreensível, e também, desesperadora na medida em que se apoiam/agarram em doses maiores de esperança, tendem a valorizar as componentes desses sonhos; que passam quase que exclusivamente pelas crenças, do que pelos fatos e acontecimentos objetivos e reais.

Nas últimas semanas de abril de 2009, o The New York Times e a CBS patrocinaram uma pesquisa junto a opinião pública americana para aferir como andava, em meio a crise, o SONHO AMERICANO. E para a surpresa de muitos, as bases do SONHO AMERICANO estavam mais fortes do que nunca na cabeça dos entrevistados: 72% dos americanos continuavam acreditando ser os ESTADOS UNIDOS um país onde todos os pobres têm a chance de enriquecer desde que se disponham a correr atrás de seus sonhos com muito trabalho e total dedicação.

E não obstante toda a crise, na avaliação e sentimento dos americanos, o número dos que afirmavam ter alcançado seus sonhos cresceu em relação a mesma pesquisa de quatro anos antes, quando, de verdade, viviam uma situação de total prosperidade. Dos 31% de 2005 que afirmavam ter comprovado e realizado o SONHO AMERICANO, na pesquisa de 2009 esse número subiu para 44%.

Diante da perplexidade pelos resultados da pesquisa, estudiosos do comportamento humano afirmaram tratar-se de um caso clássico de redefinição de sonhos, até mesmo como uma atenuante ou amortecedor diante da realidade que a pessoa está vivendo. Num determinado momento da pesquisa essa redefinição de sonhos se evidenciou. Há quatro anos, diante da solicitação que os entrevistados definissem o que era o SONHO AMERICANO, a maioria das pessoas relacionou esse sonho com a segurança financeira e estabilidade no emprego, e liberdade e oportunidade bem distantes nas posições seguintes. Na pesquisa de 2009 a inversão foi total e liberdade e oportunidade voltaram a colorir e prevalecer no SONHO AMERICANO, diante de uma realidade, para muitos, próxima da desesperadora.

FERNANDO PESSOA, poeta maior e no melhor de sua sensibilidade, disse, “sem o sonho o que é a vida?” Nas duas pesquisas, e de certa forma, os americanos assinaram em baixo. Apenas 3% deles disseram acreditar ser o SONHO AMERICANO uma grande besteira. SONHO AMERICANO esse citado pela primeira vez pelo historiador JAMES TRUSLOW ADAMS, no ano de 1931, e em meio à Depressão: “esse SONHO AMERICANO não se restringe as possibilidades de acesso a carros magníficos e salários elevados, mas, e principalmente, de uma ordem social mais justa, onde homens e mulheres possam realizar, ao máximo, todo o seu potencial”.

Considerando-se especificamente a última parte dessa definição, a pesquisa traduz uma realidade objetiva, verdadeira e mais que possível de se concretizar.  Mas, há muito tempo, o SONHO ganhou outras dimensões, com o prevalecimento das componentes materiais, em 2009, e diante da crise, provisoriamente relegadas a um segundo plano.

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Biografia

Francisco Alberto MADIA de Souza é considerado a maior autoridade em marketing do país, segundo pesquisa realizada pela Toledo e Associados para a ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Trabalhando há 44 anos em marketing, há 31 MADIA é Diretor Presidente e Sócio do MADIAMUNDOMARKETING – empresa líder em Consultoria de Marketing ; Advogado e Empresário, com cursos de especialização em marketing no Brasil e nos Estados Unidos – N.Y. University; MASTER em MARKETING pelo C.F .E.. Presidente do júri do "Top de Marketing" por 10 anos e integrante do júri do "Prêmio Colunistas" por 28 anos; Criador e Presidente do "Prêmio Marketing Best" também por 10 anos. Presidente da Academia Brasileira de Marketing. Autor dos livros "Marketing Trends - 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 2011 e 2012", "O Grande Livro do Marketing", "Marketing Pleno", "Os Axiomas do Marketing", "Datamarketing Behavior - Introdução ao Marketing de 6ª Geração" e "Causos de Marquetim". Escreveu e publicou mais de 5 mil artigos sobre Marketing, realiza em média 80 conferências por ano, e há 35 anos escreve a coluna "Marketing" para um "Sindicate" de Jornais e Revistas em todo o Brasil , dentre eles para o Jornal Propaganda e Marketing, Profissional & Negócios, Consumidor Moderno, Venda Mais, Revista Aprender, Revista Vaerejo E Tecnologia, Portal Guia Santa Clara. Seus livros e artigos são adotados nos principais cursos de marketing do Brasil e de países das Américas e da Europa. Em 2005, MADIA foi o grande vencedor do Prêmio Jabuti, em sua 47ª edição – Melhor Livro Não-Ficção do Ano – com “OS 50 MANDAMENTOS DO MARKETING”, editado pela M. Books do Brasil.