FecomercioSP: Preço no varejo paulistano tem leve alta em novembro     

5 de janeiro de 2012

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Maiores elevações foram registradas em Açougues e Feiras. Setor de Supermercados continua responsável pelo maior impacto no indicador

Comprar no varejo paulistano ficou mais caro em novembro frente a outubro, segundo o Índice de Preços no Varejo (IPV) apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No intervalo, a alta registrada foi 0,51%. Com o resultado, o indicador atinge incremento de 3,35% em 2011 e 3,93% nos últimos 12 meses.

Responsável pelo maior impacto no IPV em novembro, o grupo Supermercados apresenta discreta desaceleração de 0,57% para 0,53%. Entre os subitens da categoria, as maiores altas detectadas foram nos preços das carnes: bovina (1,74%), aves (1,57%), suína (1,49%) e pescados (1,31%). Por outro lado, as condições climáticas proporcionaram um momento menos prejudicial para produtos in natura, como tubérculos (-5,15%), cereais (-0,22%) e massas e farinhas (-0,28%). Outra retração foi registrada no preço do leite (-0,97%) devido à melhoria das pastagens pelo término do frio e a escassez de chuva.

Dentre os grupos que assinalaram aumento em novembro, a maior alta foi registrada nos preços de Açougue que, devido à entressafra da carne, saltaram de 1,37% em outubro para 3,33% em novembro. Os itens que mais pressionaram a categoria no intervalo foram os cortes bovinos (3,75%), suínos (1,72%) e aves (1,70%). No entanto, neste ano, o segmento ainda acumula recuo de 2,91% em virtude da retração das exportações e consequente aumento de volume no mercado interno.

Outro segmento que sofreu influência do período de entressafra é o de Feiras, cuja elevação em novembro foi de 1,50%. O principal destaque da categoria foi o incremento do preço de aves (4,67%), seguido por verduras (2,95%), flores (1,93%), frutas (1,82%) e legumes (0,55%). Já os tubérculos (-1,14%) e ovos (-0,81%) contribuíram para amenizar as pressões. O setor de Vestuário, Tecidos e Calçados assinala o intervalo com elevação de 1,09% com variações relevantes em calçados e acessórios de vestuário (2,67%), artigos de cama, mesa e banho (1,22%), roupa masculina (0,82%), roupa infantil (0,57%), e tecidos (0,38%).

Após queda de 0,55% em outubro, o setor de Combustíveis e Lubrificantes volta a sinalizar preços elevados em novembro com expansão de 0,60%, impulsionado pela alta de preço do etanol (1,52%) e gasolina (0,47%). O comportamento pode ser atribuído ao término da moagem da cana-de-açúcar em várias regiões produtoras. Além disso, o excesso de chuvas prejudicou a produção da matéria-prima, reduzindo a concentração de açúcares na planta.

Em sentido contrário as elevações aferidas, o grupo de Eletroeletrônicos exerceu importante papel para amenizar a alta do IPV em novembro ao registrar queda de 1,11%. Dentre todos os segmentos pesquisados, este acumula a maior variação negativa em 2011 (-8,19%) e completa 25 meses de recuos consecutivos. Com declínio de 0,21% em novembro, a atividade de Concessionárias e Veículos fecha o penúltimo mês do ano com variação acumulada de -1,54%. Os maiores recuos foram registrados nos preços de veículos usados: automóveis (-0,16%) e motocicletas (-1,09%). Já entre os novos as variáveis foram de -0,24% para automóveis e -0,02% para motocicletas.

Para a Assessoria Técnica da FecomercioSP, o IPV deve finalizar o ano de 2011 abaixo dos 4%, tendo em vista a melhoria das condições climáticas e seus impactos nos preços dos produtos in natura. Entretanto, segundo IBGE, o abate de gado vem se reduzindo e, somado a situação desfavorável em relação ao clima e ao desenvolvimento das pastagens, deve impactar de maneira significativa a produção de carne nos próximos meses.

Sobre a FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Responsável por administrar, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes e congrega 152 sindicatos patronais que respondem por 11% do PIB paulista – cerca de 4% do PIB brasileiro – gerando em torno de cinco milhões de empregos.

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