A economia criativa e o Rio de janeiro     

21 de outubro de 2011

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Muito se fala em economia criativa e muito se fala também no Rio de Janeiro,

O empreendedorismo sempre teve, no Rio, esta veia alimentada pela economia criativa, mesmo quando isto nem era ainda uma especialidade, uma fatia significativa da economia.

Não é de hoje que a grande produção criativa da televisão brasileira, da música, da literatura, do jornalismo e do cinema tem no Rio um terreno fértil, mesmo nos momentos mais negativos da cidade e do estado. Junte-se a isto o grande desenvolvimento da moda, do design, da propaganda (e da comunicação em geral, com eventos, feiras, produção de comerciais, desenvolvedores de aplicativos e games, etc) e da arquitetura no Rio nos últimos anos e temos pronta a capital da economia criativa do país.

Mas o que isto tem a ver com futebol e jogos olímpicos?

Será que tem alguma relação, uma influência direta no desenvolvimento da economia criativa do Rio?

Eu acho que tem toda.

Somos um país criativo, ninguém tem dúvida, e muitas das consequências disto que antes eram motivo de crítica, como o nosso jogo de cintura e um certo informalismo para o trato pessoal e negocial tornaram-se virtudes. Afinal, é este espírito que torna o povo brasileiro empreendedor de nascença. Na Coréia, o presidente foi para a televisão dizer que o país precisa “criar seus próprios Zuckerbergs” já que lá o sonho do jovem é fazer um concurso público e menos de dez por cento deles querem ter seu próprio negócio.

No Brasil deve ser o contrário. Conheço gente que estuda muito e quer passar em um bom concurso, e vejo mais gente ainda que sonha ter seu próprio negócio e usa toda a sua criatividade para isso.

Vejo jovens saindo da faculdade direto para seus próprios escritórios de design, ou coletivos de design, comunicação, arquitetura e moda. Vejo agências sendo criadas ou tocadas por jovens publicitários, eu mesmo abri meu primeiro negócio aos 27 anos de idade.

Mas hoje o ambiente é bem mais pavorável ao aparecimento de novos negócios na area criativa, pelo crescimento e a inserção do país na comunidade interncaional. O braileiro perdeu o medo do mundo.

É neste amibiente favorável, onde incluo a paz recentemente conquistada – e mantida com muito esforço – pelo governo e pelo povo carioca, que a economia criativa vai florescer e crescer ainda mais. Não é à toa que as grifes de moda nascidas no Rio de Janeiro estão ganhando o país e o mundo. São marcas que estão levando este jeito carioca elegante e informal de vestir e viver para outras paragens.

Marcas globais com o espírito carioca.

Mas chega a pergunta objetiva: como aproveitar estas oportunidades da Copa do Mundo e das olimpíadas? Será que já estamos aproveitando ao máximo ou nos preparando realemtne para isso?

Londres, por exemplo, palco das olimpíadas, é a capital mundial da economia criativa. Escritórios de arquitetura, design, agências de propaganda, criadores e desenvolvedores de games, sites, aplicativos, grifes de moda e fast fashion, empresas de energia alternativa, toda a economia criativa encontra em Londres um ambiente propício para o seu aparecimento e desenvolvimento. E o conceito e economia criativa se expande a cada dia. E os services crescem em importância no PIB dos países desenvolvidos e não seria diferente no Brasil.

Resumindo o conceito, a economia criativa precisa do espírito empreendedor do brasileiro, da criatividade e da inforomalidade carioca e da pujança gerada por grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

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Biografia

Gustavo Bastos Sócio e Diretor de Criação da 11|21 gustavobastos@onzevinteum.com.br Twitter: @GustavoBastos Gustavo Bastos é carioca, pai da Clara, do João e da Júlia, marido da Alessandra, foi redator na Salles, MPM, Artplan e VS, diretor de Criação na DPZ, JWThompson, GR3 e 100%Propaganda, foi roterista e consultor de criação da Rede Globo, foi Publicitário do Ano duas vezes, finalista do Caboré uma vez, Presidente do CCRJ e é premiado nos principais festivais do Brasil e do mundo.