A medida que vou facilitando workshops sobre a Carta da Terra, e me aprofundando nos nossos modelos mentais para justificar alguns comportamentos e atitudes do nosso cotidiano, mais intrigado fico com a pergunta que pus como título deste post!
Quando vamos a um supermercado e compramos qualquer coisa normalmente tomamos a decisão única e exclusivamente no preço final indicado na gôndola daquele produto. E olha que quem esta aqui falando é um marketeiro que fez incontáveis pesquisas sobre as marcas que administrei para saber quais eram os atributos considerados na escolha na hora da compra das categorias em questão!
Claro, que na maior parte delas, preço é um de significado peso, figurando normalmente nos Top 3 das maioria das categorias que administrei. Mas preço aqui, é aquele no sentido monetário, o valor de desembolso na hora de passar no caixa!
Mas o fato é que o preço dos produtos é muito, mas muito mais amplo do que isso! Por exemplo, ao comprarmos um legume cheio de agrotóxicos no supermercado…. Quanto realmente custa este produto? Quanto custa as consequências para a sua saúde no longo prazo? Quanto custa os impactos ao meio ambiente ao jogarem toneladas de químicos naqueles solos, rios e lençóis? Consideramos isso na nossa decisão?
Ou mesmo ao comprarmos um carro, qual realmente é o conceito de valor que consideramos ao comprar um determinado carro? Muitos, apenas o preço da parcela a pagar…. Alguns mais “complexos”, o preço do seguro, o consumo de combustível, etc. Mas muito raramente, consideramos nesta conta todos os impactos ambientais e sociais de estar adquirindo mais um carro! E olha que não estou falando aqui apenas dos “negativos” não, pois convenhamos que muitas famílias sobrevivem, educam seus filhos, se alimentam através do trabalho de produzir tais carros….
Minha reflexão aqui, de maneira alguma, é de pararmos de comprar. Isto não! Mas de pensarmos mais antes de comprar, e acima de tudo, do que comprar! Com toda a tecnologia que temos a disposição, claramente o nosso calculo de custos pode e deve ser muito mais complexo do que simplesmente analisarmos o preço final de “gôndola”, não? E quando digo complexo, não estou falando apenas do significado de difícil, como normalmente esta palavra ficou “conhecida”, mas quero incluir aqui a complexidade no sentido da interligação, da rede, da interdependência que existe entre as coisas!
Que tal esta reflexão? Já esta pensando nisso na próxima compra de seu celular? (rsrsrsrsrsrs)
Uma excelente semana a todos!
Eduardo Seidenthal