Como vocês sabem, sou um fã incondicional, apaixonado pelo ambiente digital. Acredito, verdadeiramente, que através das suas ferramentas estamos conseguindo viabilizar o processo de transformação nos sistemas, político, econômico, social e tecnológico. Estamos finalmente aprendendo a viver democraticamente em sociedade.
Mas vivemos num Mundo habitado por 7 bilhões de pessoas, onde uma parte padece não apenas pela falta apenas da educação acadêmica, mas sim e principalmente, pela falta da educação que vem de casa mesmo, aquela que forma caráter e prepara indivíduos para viver em sociedade. Nada justifica nada.
De alguma forma foi construída a percepção de que o ambiente digital é perigoso; local onde habitam seqüestradores, hackers, bandidos entre outros. A verdade? Sim, habitam. Bem como habitam as ruas, calçadas, avenidas e estabelecimentos do ambiente analógico.
Nas ultimas semanas, em decorrência das manifestações dos “sem-iPad” no Reino Unido, como escreveu maravilhosamente bem o colunista Luiz Felipe Ponde na Folha de São Paulo do dia 22/08, lá foram colocados em xeque o ambiente digital e seus gadgets, principalmente o BlackBerry e seu sistema de SMS via internet (gratuito), que teria sido “o responsável” por viabilizar as cenas de terrorismo e depredação.
Outro exemplo lamentável foi o que aconteceu em Washington D.C., no dia 13 de agosto, quando um grupo de jovens organizaram uma ação de FLASH MOB para saquear uma loja de conveniência 7 eleven. Em questão se segundos mais de 30 jovens entram na loja, enchem seus bolsos com artigos diversos e saem sem pagar, ou seja, furto.
Queridos amigos, abram os olhos! Viver por si só é perigoso e envolve riscos. Cabe a cada um de nós dosarmos os riscos que estamos dispostos a correr, independente do ambiente.
Eu prefiro viver caminhando pelas ruas dos dois ambientes. Seguramente não conseguiria viver diferente. O que procuro fazer é estar atento, ter bom senso, seguir meus sentidos, tomar cuidado e, principalmente respeitar ao próximo e fazer o bem, sempre. Pois antes de acreditar nos riscos, acredito na lei da reciprocidade, onde cada um colhe aquilo que for capaz de plantar e que respeito e educação não são qualidades e nem diferenciais, mas sim, o mínimo que se deve esperar de um ser humano.
Tenham todos uma linda semana!
Beijos e abraços,
Fabio

Grande Fabio,
Bem colocado. Espero que por aqui apenas aprendamos a lidar e viver com o meio digital, em seu aspecto inexoravelmente positivo.
Você disse muito bem. De fato, o instinto primitivo humano é burilado na educação que recebemos em casa, na família. Nada justifica, em hípótese alguma, a utilização de um meio tão sofisticado e fruto da inteligência aplicada à ciência para jogar novamente o ser humano no seu atraso moral. Nada!
Todos nós, pais ou não, educadores ou não, comunicadores ou não, legisladores ou não, temos a responsabilidade redobrada da vigilância sobre tudo o que acontece ao nosso redor e que eventualmente possa promover qualquer retrocesso nessa seara.
Seu alerta é oportuno e corajoso. As distorções estão por aí, dobrando a próxima esquina. Basta nos distrairmos um pouco.
Não defendo qualquer tipo ou gênero de moral. Quem sou eu para dar uma de "alminha branca"? Mas invoco o bom senso e a coragem a serviço da evolução.
Olho vivo. Sempre!
Um grande abraço,
Annibal
Comentário by Annibal Sant Anna Jr — 29 de agosto de 2011 @ 21:11