Parece mentira, mas, é a mais absoluta verdade! Em pleno século vinte e um, convivemos com uma dialética que mescla a riqueza com a pobreza: A dialética do descaso, do abandono, do capitalismo descentralizado, míope, corrupto e anárquico; da mesquinharia e do egoísmo humano e conseqüentemente da religiosidade hipócrita.
Fico absolutamente enojado com as políticas públicas, com seus construtores e administradores políticos, com o poder legislativo que não se atualiza, com o poder judiciário que não cumpre definitivamente com a missão e com o poder executivo que nada executa.
Um país que tem de tudo para crescer, desenvolver, proliferar seus frutos sadiamente e “SER” sem sombra de dúvidas a maior potência mundial, age como um adolescente de doze ou treze anos que levado por seus instintos, falta de informação, conhecimento e de uma referência mesmo que simbólica significativa, deixa desencadear uma série de atitudes criminosas, desgovernadas, sem base estrutural, sem moral, sem consciência e sem caráter.
O pior de tudo isso é que este país não é um adolescente, bem como não é governado nem dirigido por um.
O marketing é estrutural, as ferramentas do marketing são utilizadas especificamente pelo setor de marketing, mas, mais importante que as ferramentas do marketing é o pensamento do marketing e este não pode e não deve em hipótese alguma ser negligenciado e/ou excluído. Esta é uma condição sine qua non para que o marketing funcione de forma adequada. Em outro artigo que escrevi, defino marketing como: O processo sistêmico, global, sincrônico e interdependente de identificar, da arte de criar, da capacidade de estruturar, da potencialidade de desenvolver, da condição de manter e da ludicidade de recriar mercados, visando atender e suprir os desejos, necessidades, vontades e sonhos de consumidores e clientes de forma consciente e ética.
Tendo como base a revolta, indignação e o conceito de marketing acima citados, não me parece possível acreditar e aceitar que uma empresa com uma marca significativa no mercado venha desempenhar um papel tão promíscuo quanto o noticiado:
Flagrantes mostram roupas da Zara sendo fabricadas por escravos…
Não tenho palavras para expressar a conclusão desastrosa que tiro da lição que recebi ao ler este noticiário.
Existia uma marca… Existiu uma empresa…