E só dá Pônei no ambiente digital! Seguramente a MARCA mais polêmica nos últimos tempos do setor automotivo é a Nissan. Nos últimos meses vem praticando a estratégia do “falem bem, falem mal, mas falem de mim”.
Confesso que vejo certo risco na estratégia, mas se tratando de um MARCA que ainda tem uma performance tímida em vendas e que quer reverter isso o mais rápido possível, é um caminho.
Muitas vezes, no meu entendimento, exageraram, foram além, erraram na dose. A concorrência é ótima, principalmente para os consumidores, mas melhor do que falar dos outros é falar de si. No meu entendimento quem fala demais dos outros, pode parecer que não tem o que falar de si. Aliás, por que um tem que ser melhor do que o outro? Por que os dois ou os três ou os mil não podem ser bons? Enfim…
Mas, voltando a Nissan, está conseguindo com isso gerar BUZZ e sua mais recente campanha, “Os Pôneis Malditos” está bombando, tanto no Brasil quanto fora, com versões legendadas.
Nitidamente inspirada nos Pôneis da HASBRO – My Little Pony -, a Nissan usa como comparação o fato da sua pick-up ter mais cavalos que as dos concorrentes, mas dessa vez, dosando o tom da mensagem e de forma muito mais divertida, descontraída e leve.
Na verdade e como nada na vida se cria, se “mashupeia”, o benchmark da campanha seria o vídeo “Apocalypse Pony”, um mash-up de um comercial da HASBRO que também bombou no YouTube, principalmente nos EUA onde os pôneis de fato aterrorizam a vida dos pais.
Os Pôneis Malditos estão dando um coro nos Apocalypse Pony; 4 milhões de views contra pouco mais de 100 mil dos americanos.
Abaixo os 2 vídeos, primeiro o Apocalíptico e depois o Maldito.
E aí, o que você acha da estratégia da Nissan? Compraria uma Nissan Frontier?
Abraços e uma ótima semana

Sabe, Fabio. Nesses anos todos eu conclui que no universo todo da comunicação de apoio ao marketing algumas marcas chegam a um grau tão saudável de reputação que podem se permitir certos tipos de humor, digamos, limítrofe. A Nissan, em particular, é uma dessas marcas que não precisam explicar tanto o que são. Creio que isso já está incorporado pelos consumidores. Diria até mais, pelos "stakeholders". Pessoalmente, acredito que a brincadeira feita na peça, mesmo não sendo tão original assim, acabou ficando num nível muito bom. Mas, melhor do que a peça, é a grande sacada da utilização super oportuna do meio. Como você mesmo disse, a coisa "bombou" de tal maneira que certamente deve ter surpreendido até mesmo seus criadores e planejadores. Não compraria exatamente essa pick up já que não preciso de uma. Mas outros produtos super bacanas da marca, certamente, adoraria ter na minha garagem. Um abração!
Comentário by Annibal Sant Anna Jr — 2 de agosto de 2011 @ 21:24
Forte abraço querido amigo! E muito obrigado pelo comentário!
Comentário by fabiomadia — 4 de agosto de 2011 @ 17:50
Os "Pôneis Malditos" realmente estão fazendo muito sucesso. Em seu lançamento ficaram por 3 dias nos TTs mundiais do Twitter.
Melhor do que a idéia, que não tão original por causa dos Apocalypse Pony, foi o meio onde ela foi veiculada. Na minha modesta opnião a comunicação da peça está conversa e muito com o público das redes sociais e da internet. Creio que a Nissan enriquece sua imagem de marca com um público diferenciado, não só os compradores potencial do produto,mas com os jovens.
Abraços
Comentário by Rogério Rodrigues — 5 de agosto de 2011 @ 15:16
Tudo que é bom dura pouco. O Conar está atras dos Poneis Malditos. A justificativa é que o comercial faz associação de figuras infantis – no caso, os pôneis em desenho animado – com a palavra “malditos”.
Fonte: http://auppunisanta.blogspot.com/2011/08/poneis-p...
Comentário by Rogério Rodrigues — 5 de agosto de 2011 @ 15:26
Todo mundo fala dos poneis malditos, e muiiiiiiiiito pouco do produto, a nova pick-up Frontier. Já ouvi conversa de gente que nem se lembrava mais "qual era mesmo o produto" veiculado na campanha???Só se lembrava dos tais poneis…sei não, acho que concordo com o Fábio. O que eles, afinal, querem vender?Poneis ou pick-ups???
Comentário by Marisa Rodrigues — 16 de agosto de 2011 @ 8:20