O VAREJO BRASILEIRO ESTÁ EM POLVOROSA
Desde o anúncio da fusão entre Rede Pão de Açúcar e Casas Bahia, estamos acompanhando com entusiasmo as movimentações do setor de varejo brasileiro.
Recentemente, um dos herdeiros das Casas Bahia declarou a intenção de voltar ao mercado, com outra marca.
Na semana passada, assistimos a mais uma fusão – da líder no Nordeste, a rede Insinuante, com a mineira Ricardo Eletro. Com a integração, nasce a segunda maior rede de varejo de eletrodomésticos, móveis e eletroeletrônicos do Brasil: a Máquina de Vendas, que já nasce com faturamento aproximado de R$ 5 bilhões, 528 lojas e já ultrapassou o Magazine Luiza, ficando somente atrás da gigante formada pelo Pão de Açúcar, Ponto Frio e Casas Bahia.
A própria rede Magazine Luiza, em resposta a essas movimentações, procura um parceiro para fusão. Cogita-se entre os candidatos, a Pernambucanas ou a Rede Colombo.
Novidades estão sendo aguardadas agora, no setor de varejo de moda brasileiro. Isto porque a C&A, líder do setor, está incomodada com a aproximação dos concorrentes. De acordo com dados do Euromonitor, no período entre 2004 e 2008, as vendas da C&A cresceram 36,3% enquanto Renner, Riachuelo, Marisa e Hering avançaram, em média, 98%. A resposta da C&A foi ótima, com uma estratégia muito utilizada pelo varejo americano e até então, inédita no Brasil – a contratação de renomados estilistas que assinam coleções para as grandes redes. Foram contratados os estilistas Reinaldo Lourenço, Amir Slama, Isabela Capeto e Alexandre Herchcovitch, que consumiram investimentos da ordem de R$ 7,5 milhões. Mas a Hering continua avançando com sua Hering Store e a Marisa prepara-se para lançar uma rede de lojas exclusivas de lingerie.
Definitivamente, o varejo brasileiro está em polvorosa e temos a sensação de que ainda teremos uma forte onda de fusões e aquisições.