Até que ponto a publicidade atrapalha a sua navegação? Faça essa pergunta a si mesmo quando estiver conectado às redes sociais ou sites que costuma acessar, e repare na quantidade de pop-ups que pulam em seu monitor, atrapalhando um clique ou uma mensagem escrita. Provavelmente haverá unanimidade nas respostas, com exceção das empresas que disponibilizam o espaço publicitário para o próprio benefício: financeiro.
É de conhecimento comum que a publicidade é muito mais que uma apresentação de produtos, marcas, empresas e serviços. Ela gira em torno de um mercado inquieto, que busca no psicológico das pessoas um caminho para alcançar a persuasão, o convencimento. Cores, imagens, textos, design, rimas, trocadilhos, metáforas, metonímias – tudo isso contribui a favor das peças publicitárias, que estão cada vez mais refinadas e apoiadas a questões humanísticas e ambientais.
Convencer pela imagem esteticamente apreciável não é mais suficiente. Empresas buscam alternativas online para equilibrar suas veiculações, que não são poucas: revistas, jornais, outdoor, televisão, rádio, busdoor, dentre outros. A ideia é estar em todos os lugares, comunicando a mesma coisa, mas de forma diferente e criativa, mesmo que seja necessário invadir o perfil pessoal no Facebook, adicionar um assunto promocional nos Trending Topics do Twitter ou colocar um vídeo no Youtube que abra simultaneamente ao vídeo escolhido pelo usuário.
O Google posiciona a publicidade dos seus clientes, adicionando links patrocinados nas buscas, além das campanhas acopladas ao Gmail, que acabam sendo vistas não deliberadamente através da leitura diária de e-mails. Já o Facebook utiliza ferramentas que questionam os usuários sobre suas percepções em relação às publicidades presentes na rede social. Funciona como uma enquete, onde o usuário escolhe se quer ou não receber aquele tipo de campanha ou opina sobre a relevância da mesma. É uma atitude inovadora, mas não isenta o excesso de propaganda existente. A publicidade continua no cotidiano virtual do internauta, que nem sempre tem o poder de escolha.
Enquanto a publicidade oferecer lucro às empresas, estas ações tendem a continuar. Afinal, ainda não foi encontrado um indivíduo que abandonou as redes sociais pelo uso desmedido da propaganda; reclama, mas segue acessando e motivando outras pessoas a fazer o mesmo. Para quem deseja escapar, mesmo que por algumas horas, do bombardeio da publicidade assista este trailer: http://www.youtube.com/watch?v=f9vu3dUMQ1s